
Nascido em São Paulo em junho de 1974, Marcelo Ferroni é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele iniciou sua carreira profissional como repórter de ciência e cultura para veículos de imprensa como a Folha de S.Paulo, e as revistas Galileu e IstoÉ. A partir de 2004, Ferroni migrou para o mercado editorial, atuando como editor de literatura e não ficção em editoras como Globo Livros e Alfaguara. Atualmente, ele ocupa a posição de publisher no Grupo Companhia das Letras no Brasil. Casado e pai de dois filhos, reside no Rio de Janeiro, onde continua sua prolífica carreira como escritor e editor.
A trajetória literária de Marcelo Ferroni é marcada pela publicação de contos e romances que transitam por diversos gêneros, como o thriller de espionagem, o romance policial, a ficção científica e o terror, frequentemente com um pano de fundo de crítica social e política. Ele demonstra um interesse em revisitar temas consagrados da ficção, buscando neles uma perspectiva pessoal e contemporânea. Sua escrita é caracterizada pela combinação de realismo com uma veia irônica e sarcástica, oferecendo um retrato aguçado da sociedade e do comportamento humano no Brasil, especialmente da classe média e do universo corporativo. Ferroni também é reconhecido por sua contribuição como editor, influenciando o cenário literário brasileiro.

“Marcelo Ferroni constrói um eletrizante thriller de espionagem ao recontar, com doses de ficção e uma pesquisa minuciosa, a malfadada expedição de Che Guevara na Bolívia. A narrativa se inicia com a liberação da transcrição de um interrogatório de Paul Neumann pela CIA em 2004, servindo como moldura para a história de um Che Guevara amargo e envelhecido, que sonhava em levar a guerrilha para a Argentina, mas acaba liderando a Operação Fantasma na Bolívia. O livro explora os bastidores do movimento da esquerda internacional e as frentes de batalha, pondo à prova os métodos revolucionários do próprio Che e expondo as contradições da prática guerrilheira.”

“Um romance de terror que se desenrola em um apartamento no Rio de Janeiro durante a pandemia de COVID-19, onde os traumas da ditadura brasileira são revisitados por uma nova geração. O livro apresenta o professor Marco, encarregado de cuidar de seu pai, Abel, um patriarca com segredos do regime militar. A trama mescla elementos de casa mal-assombrada com uma alegoria pungente sobre um Brasil com 'muitos esqueletos no armário', confrontando a divisão social e a falta de empatia.”