
Marçal Aquino nasceu em Amparo, no interior de São Paulo, em 1958. Formou-se em jornalismo pela PUC-Campinas em 1983 e iniciou sua carreira trabalhando em jornais como O Estado de S. Paulo e o Jornal da Tarde. Sua longa experiência como repórter policial nessas redações foi determinante para a construção de seu estilo literário, marcado pela agilidade narrativa e pelo realismo cru ao retratar o submundo urbano e as relações humanas em situações limite. Além de sua prolífica carreira literária, que transita entre a poesia, o conto e o romance, Aquino é um dos roteiristas mais respeitados do cinema brasileiro. Sua parceria de longa data com o cineasta Beto Brant resultou em obras fundamentais do cinema nacional contemporâneo. O autor é reconhecido por sua capacidade de fundir a técnica cinematográfica com a precisão da prosa noir, explorando temas como crime, traição, obsessão e a violência intrínseca ao cotidiano das grandes cidades brasileiras.
Marçal Aquino consolidou-se como mestre da ficção de crime e suspense no Brasil. Sua escrita é caracterizada pela economia de palavras, diálogos afiados e uma visão desiludida, porém empática, da condição humana. Ele iniciou sua trajetória literária na década de 1980 com livros de poesia e literatura juvenil, mas alcançou reconhecimento nacional com suas coletâneas de contos e romances adultos. Sua obra transcende o papel, tendo sido quase inteiramente adaptada para as telas, o que reforça sua habilidade em construir narrativas visuais e dinâmicas.

“Três amigos contratam um matador para eliminar um sócio. A trama disseca a hipocrisia da classe média e a violência intrínseca das relações de poder e negócios.”

“Narra a paixão obsessiva do fotógrafo Cauby por Lavínia, a enigmática esposa de um pastor evangélico. O romance explora os limites da lealdade e do desejo em uma cidade amazônica marcada pela febre do ouro e pela decadência.”