
Manoela Sawitzki, nascida em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, em 1978, é uma renomada escritora, dramaturga, roteirista e jornalista brasileira. Possui doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ao longo de sua carreira, atuou como colaboradora em veículos importantes da cultura brasileira, como as revistas Bravo! e Aplauso, e os jornais Estado de S. Paulo e Rascunho, onde escreveu críticas de livros e teatro. No campo do audiovisual, Manoela Sawitzki também se destacou como roteirista da série "Destino SP" (O2 Filmes – HBO) e do telefilme "Minha Mãe" (RBSTV). Em reconhecimento ao seu trabalho nessa área, recebeu o Kikito de Melhor roteiro em curta-metragem no Festival de Gramado em 2021.
A trajetória literária de Manoela Sawitzki é marcada pela exploração aprofundada de temas como pertencimento, identidade, as complexas relações familiares e os traumas. Sua prosa é reconhecida pela precisão e intensidade, uma escrita que não se esquiva de expor feridas, mas que também se permite encontrar beleza e humanidade nos interstícios da dor. A autora já abordou consistentemente as tensões entre corpo, memória e vínculos em suas obras, estabelecendo uma voz potente no cenário literário contemporâneo. Seu romance "Vinco" (2022) foi semifinalista do prestigioso Prêmio Oceanos em 2023, e "Filha" (2025), um romance com fortes tintas autobiográficas, aprofunda-se em questões de violência doméstica e as dinâmicas familiares, propondo uma reflexão sobre memória, violência e sobrevivência.

“Situado em Copacabana na década de 1990, o romance narra a jornada de Manu, uma jovem que, ao ingressar na adolescência, confronta a imagem de si mesma com as expectativas alheias, explorando a descoberta da sexualidade, as complexas relações familiares e o desejo de transformar a própria identidade através de diversas transições.”

“Com um fundo autobiográfico, este romance aborda a árdua missão de ser filha e o confronto com a memória familiar, mergulhando em temas como a violência doméstica, os limites do perdão, o luto e a ressignificação de vínculos, em uma narrativa sobre memória, violência e sobrevivência.”