
Nascido em Curitiba, Paraná, em 6 de abril de 1973, Luís Henrique Pellanda é um escritor e jornalista com formação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Seus pais, oriundos de famílias de agricultores, incentivaram seu amor pela literatura desde cedo. Ao longo de sua carreira jornalística, Pellanda atuou em veículos como 'Gazeta do Povo' e 'Primeira Hora', além de ter sido subeditor e colunista do renomado jornal literário 'Rascunho'. Também foi coeditor e cronista do site 'Vida Breve' e atualmente é editor na Arquipélago Editorial. Casado com a jornalista Patrícia Ribas e pai de duas filhas, Dora e Diana, Pellanda expressa que a paternidade o fez ver a vida de uma perspectiva diferente, o que, longe de afastá-lo da literatura, intensificou sua paixão pela escrita. Sua obra transita entre contos e crônicas, gêneros nos quais se consolidou como um dos nomes mais relevantes da literatura contemporânea brasileira.
A trajetória literária de Luís Henrique Pellanda é marcada por um olhar aguçado sobre a realidade urbana, com Curitiba frequentemente servindo de cenário para suas narrativas. Sua escrita é caracterizada por uma linguagem poética e delicada, capaz de transformar situações cotidianas em profundas reflexões sobre a condição humana. Pellanda explora temas como a resiliência da natureza em meio à cidade, a violência das capitais, a imaginação e a contemplação, utilizando a figura do 'flâneur' — o observador errante — mesmo em períodos de isolamento. Além de sua prolífica carreira como escritor, Pellanda também é músico. Foi vocalista da banda curitibana Woyzeck e, mais recentemente, integra o projeto Smoko. Sua habilidade em tecer a vida nas ruas e as complexidades internas dos personagens rendeu-lhe elogios de críticos e outros escritores, que o consideram um renovador do gênero crônica.

“Em seu livro de estreia, Luís Henrique Pellanda apresenta 14 contos provocadores que relatam situações perturbadoras e explicitam sentimentos extremos como angústia, ódio, amor e arrependimento. A obra explora a relação entre seres humanos e animais, tendo como ponto central o encontro de um homem solitário com um macaco, desafiando a percepção de liberdade e companheirismo.”

“Compilado de 64 textos escritos entre 2015 e 2020, este livro traduz contrastes das grandes cidades brasileiras, como a resistência da natureza em meio à urbe e o olhar poético frente à violência.”