
Nascida em Ribeirão Preto, São Paulo, em 1992, Luiza Romão é uma figura proeminente na poesia contemporânea brasileira. Ela é bacharel em Artes Cênicas e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP), onde suas pesquisas exploram a intersecção entre palavra, performance e cinema. Sua trajetória literária é profundamente marcada pela sua experiência como slammer, tendo sido vice-campeã do SLAM BR em 2014, o que confere à sua escrita uma forte dimensão oral e performática. Romão é reconhecida por abordar temas como violência, colonialismo e feminismo em suas obras, muitas vezes reinterpretando narrativas clássicas sob uma ótica decolonial e crítica.
A carreira de Luiza Romão começou a ganhar destaque na cena da poesia falada, ou 'slam', em São Paulo por volta de 2013, culminando com o vice-campeonato do SLAM BR em 2014. Essa base na performance influenciou significativamente sua escrita poética, que se caracteriza pela oralidade e pelo engajamento direto com questões sociais e políticas. Ela alcançou reconhecimento nacional e internacional com a publicação de seus livros, especialmente após ser agraciada com o Prêmio Jabuti. Sua obra estabelece um diálogo contínuo entre a tradição literária (como a 'Ilíada' de Homero) e as realidades contemporâneas do Brasil e da América Latina, utilizando a poesia como uma ferramenta para questionar estruturas de poder e dar voz a narrativas marginalizadas.

“Nesta obra poética, Luiza Romão ressignifica a história do Brasil sob a ótica de um útero, com 28 poemas que simulam um ciclo menstrual. O livro explora temas de colonização, patriarcado e as diversas formas de violência sofridas por mulheres, complementado por fotografias do corpo da autora com intervenções artísticas.”

“Livro vencedor de duas categorias do Prêmio Jabuti (Melhor Livro de Poesia e Livro do Ano). Nele, a autora faz uma releitura feminista e decolonial da 'Ilíada' de Homero, questionando as bases da literatura ocidental e traçando paralelos entre a violência da epopeia grega e as realidades da América Latina e do Brasil contemporâneo.”