Luiz Vilela nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 31 de dezembro de 1942, o sétimo e último filho de um engenheiro-agrônomo e uma normalista. Cresceu em um ambiente onde a leitura era incentivada, o que o levou a demonstrar interesse por livros desde cedo. Aos 13 anos, em 1956, começou a escrever, e aos 14, já publicava seus primeiros contos em jornais estudantis e locais, como 'A Voz dos Estudantes' e o 'Correio do Pontal'. Aos 15, mudou-se para Belo Horizonte, onde cursou o clássico no Colégio Marconi e continuou a enviar crônicas para a 'Folha de Ituiutaba'. Formou-se em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante sua juventude em Belo Horizonte, Vilela publicou contos no 'Suplemento Dominical do Estado de Minas' e venceu concursos de contos do 'Correio de Minas'. Aos 21 anos, junto com outros jovens escritores mineiros, cofundou a revista 'Estória' e o jornal literário de vanguarda 'Texto', publicações que ganharam repercussão nacional e internacional. Em 1967, aos 24 anos, após ter seu trabalho recusado por diversas editoras, publicou seu primeiro livro, 'Tremor de Terra', por conta própria. A obra foi premiada com o Prêmio Nacional de Ficção, catapultando-o ao reconhecimento nacional como uma 'Revelação Literária do Ano'. Ao longo de sua carreira, Luiz Vilela também atuou como jornalista no 'Jornal da Tarde' em São Paulo. Ele viajou pela Europa, lecionou nos Estados Unidos e foi jurado do Prêmio Casa de las Américas em Cuba. Desde meados dos anos 1970, reside em sua cidade natal, Ituiutaba, dedicando-se à escrita. Sua obra foi traduzida para mais de dez países, e é objeto de estudos em diversas universidades brasileiras e estrangeiras. Em 2008, a Fundação Cultural de Ituiutaba criou a 'Semana Luiz Vilela' em sua homenagem.
A trajetória literária de Luiz Vilela é marcada por uma estreia precoce e impactante. Começou a escrever na adolescência, publicando em periódicos locais antes de se firmar na cena literária mineira e nacional. Ele é considerado um mestre do conto e do romance, destacando-se pela precisão cirúrgica de sua escrita, especialmente na construção de diálogos, que muitos críticos comparam aos de Ernest Hemingway. Sua obra explora a condição humana, frequentemente partindo de situações cotidianas para revelar angústias, solidão e a busca por sentido na vida. Seus personagens são retratados com simplicidade, intimismo e sensibilidade, abordando temas da infância, adolescência e o cotidiano urbano. Vilela integrou uma geração de escritores mineiros que orbitava em torno de Murilo Rubião e foi fundamental na criação de veículos literários como as revistas 'Estória' e 'Texto'. Sua capacidade de criar diálogos realistas e aprofundados tornou-se uma marca registrada de seu estilo, fazendo dele um dos mais importantes ficcionistas contemporâneos. Ele tem a capacidade de 'refletir a alma dos personagens', seja em histórias com crianças, idosos, animais ou a própria morte.

“Este romance, lançado em 2008, foi reconhecido com o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil em 2012. A obra demonstra a capacidade do autor de transitar com maestria entre os gêneros literários, mantendo sua profundidade psicológica e estilo característico.”

“Uma coletânea de contos que foi finalista do I Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira e também do Prêmio Jabuti, reafirmando a relevância de Vilela no cenário literário contemporâneo, com foco em diálogos e questões contemporâneas.”