
Luiz Silva, amplamente conhecido pelo pseudônimo Cuti, nasceu em Ourinhos, São Paulo, em 1951. Formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) em 1980, onde iniciou sua trajetória de articulação literária e política. Consolidou sua formação acadêmica com mestrado em Teoria da Literatura e doutorado em Literatura Brasileira pela Unicamp, tornando-se um dos maiores teóricos sobre a produção literária de autoria negra no Brasil. Em 1978, Cuti foi um dos idealizadores da série 'Cadernos Negros', publicação anual que se tornou o marco da resistência literária afro-brasileira. Em 1980, participou da fundação do grupo Quilombhoje, coletivo fundamental para a discussão estética e política da experiência negra. Sua obra é vasta e diversificada, abrangendo poesia, contos, dramaturgia e ensaios, sempre focados na desconstrução do racismo e na afirmação da identidade afro-descendente.
A trajetória de Cuti é definida pelo conceito de 'fricção-ficção', uma literatura que entra em atrito direto com o cânone literário tradicional e com o mito da democracia racial brasileira. Seu estilo é marcado pelo uso do 'pretaguês', pela valorização da oralidade e pela construção de metáforas que unem o ritmo musical (como o batuque) à denúncia social. Além de sua produção criativa, sua atuação como editor e intelectual orgânico foi crucial para sistematizar o conceito de Literatura Negro-Brasileira, legitimando esse campo de estudo nas universidades e no mercado editorial nacional.

“Uma antologia que reúne a força lírica e política de sua poesia, consolidando sua voz como um dos poetas mais críticos e afirmativos da literatura brasileira contemporânea.”

“Uma coletânea de contos que explora as tensões raciais no Brasil e os sentimentos gerados pelo racismo através da humanização de personagens negros.”