
Luiz Antonio de Assis Brasil e Silva nasceu em Porto Alegre, em 1945. Bacharel em Direito e Doutor em Letras, teve uma trajetória marcante como violoncelista da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) por quinze anos antes de se consolidar como uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Além de sua produção ficcional, atuou na vida pública como Secretário de Cultura do Rio Grande do Sul entre 2011 e 2014. Como acadêmico, tornou-se referência absoluta no ensino da escrita. Em 1985, fundou a Oficina de Criação Literária da PUCRS, ambiente por onde passaram diversos escritores premiados da nova geração brasileira. Sua obra é amplamente reconhecida pela reconstrução histórica rigorosa e pela profundidade psicológica, frequentemente explorando temas ligados à formação social e cultural do sul do Brasil e às artes.
Sua carreira literária é definida pela maestria no gênero do romance histórico. Assis Brasil utiliza fatos reais e figuras históricas como ponto de partida para investigações existenciais densas, fugindo do regionalismo tradicional ao aplicar um olhar cosmopolita e erudito sobre o passado. Sua escrita é caracterizada por um estilo sóbrio, elegante e pela presença recorrente da música e das artes visuais como metáforas para a condição humana. É o mentor intelectual de grande parte da produção literária brasileira produzida nas últimas quatro décadas através de sua atividade docente.

“Resgata a história de José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo, um dramaturgo do século XIX em Porto Alegre, considerado gênio por uns e louco por outros, que desafiou a mediocridade provinciana. O romance explora a tênue fronteira entre sanidade e loucura, em meio a uma sociedade que escondia crimes e traições. Vencedor do Prêmio Literário Nacional do Instituto Nacional do Livro.”

“Narração da história de Sandro Lanari, um pintor de retratos italiano que, fascinado por uma foto de Sarah Bernhardt feita por Nadar, emigra para o Brasil, torna-se fotógrafo e vive aventuras no pampa antes de retornar à Europa para confrontar seu passado. Vencedor do Prêmio Machado de Assis.”