
Nascido em Londrina, Paraná, em 1982, Luigi Ricciardi passou grande parte de sua vida em Maringá antes de retornar à sua cidade natal. Com formação em Letras Português/Francês, é o fundador do "Universo Francês", onde leciona a língua de Molière. Sua trajetória acadêmica inclui um mestrado em Literatura pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e um doutorado em Literatura pela UNESP (Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara). Ricciardi atuou como professor na UEM e atualmente integra o corpo docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além de sua carreira acadêmica e literária, Ricciardi é editor-assistente na Mondru Editora e mantém uma presença ativa no meio digital com o canal literário "Acrópole Revisitada" no YouTube, criado durante seu doutorado. Ele também é o idealizador da revista literária "Pluriversos". Sua obra abrange diversos livros de contos e romances, nos quais explora temas profundos da sociedade contemporânea com uma linguagem que transita entre o lírico e o cru.
A carreira literária de Luigi Ricciardi é marcada pela publicação consistente de contos e romances que frequentemente exploram a complexidade da condição humana em um Brasil contemporâneo. Seu estilo se caracteriza por uma escrita que alterna memória, confissão, humor sombrio e reflexões existenciais. Ricciardi utiliza a literatura como um "recorte" da realidade, abraçando a incompletude e defendendo o ato de escrever como um gesto político, ao abordar o ser humano em sociedade. Em suas narrativas, como exemplificado em "O descobrimento do Brasil", Ricciardi mergulha em universos "noir", explorando a violência, a tragédia, a perda, o luto, a morte e o trauma. Ele constrói um mosaico de personagens confrontados com um mundo hostil, evocando referências a grandes nomes da literatura e experimentando com estilos diversos. Sua escrita busca tocar o "fundo de si mesmo", criando um mundo forjado em palavras que é, ao mesmo tempo, empático e crítico.

“Uma coleção de doze contos que mergulham em temas profundos da sociedade contemporânea brasileira, como violência, tragédia, perda, luto, morte e trauma. A obra, considerada um retrato "noir" do Brasil, apresenta um mosaico de personagens em um mundo violento, forçados a fazer escolhas difíceis. Luigi Ricciardi joga com as palavras e faz uso de diversas referências literárias, construindo narrativas que emergem dos submundos e exploram a multiplicidade de vozes.”

“Um romance autoficcional que, em capítulos curtos e interligados, narra os vestígios de um relacionamento que levou o narrador à ruína. Com uma linguagem que oscila entre o lírico e o cru, o livro explora a memória, a confissão, o humor sombrio e reflexões existenciais. Ele aborda o amor, a perda e a auto-sabotagem, utilizando metáforas matemáticas para tentar calcular o incalculável do afeto e do vazio.”