
Luciana Hidalgo nasceu no Rio de Janeiro em 1965. É jornalista, escritora e pesquisadora, com doutorado em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-doutorado pela Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3. Iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando em veículos como O Globo e Jornal do Brasil, experiência que influenciou profundamente sua transição para a literatura de fôlego, inicialmente com biografias e ensaios críticos e, posteriormente, com a ficção. Sua obra é marcada por um profundo diálogo entre a literatura, a história e a psicanálise, frequentemente explorando figuras marginalizadas ou que transitaram entre a sanidade e a loucura. Atualmente, é pesquisadora-associada na Sorbonne Nouvelle e continua a publicar obras que desafiam as fronteiras entre o documental e o ficcional, sendo uma voz ativa em debates sobre a 'literatura da urgência' e a autoficção no Brasil.
A trajetória de Luciana Hidalgo é definida pela migração do jornalismo cultural para a pesquisa acadêmica e a criação literária. Ganhou reconhecimento nacional imediato com sua biografia de Arthur Bispo do Rosário em 1996, que se tornou referência nos estudos de arte e saúde mental. Seu estilo combina rigor investigativo com uma prosa poética e reflexiva. Na ficção, estreou com 'O passeador' (2011), onde utiliza sua base de pesquisa sobre Lima Barreto para recriar o Rio de Janeiro da Belle Époque, estabelecendo-se como uma romancista que utiliza o flâneurismo e o deslocamento geográfico e identitário como temas centrais.

“Vencedor do Prêmio Machado de Assis, este romance traz a figura de Penélope, da Odisseia, para o Brasil contemporâneo. A protagonista é uma mulher de 30 anos que vive em uma metrópole tropical, refletindo sobre resistências políticas, desigualdades e a construção de um caminho próprio em meio ao avanço de ideias autoritárias.”

“Narrativa que explora o trânsito cultural e as crises de identidade entre o Brasil e a França.”