
Luci Collin nasceu em Curitiba, Paraná, em 1964. Sua formação é multifacetada, abrangendo graduações em Música, com foco em Piano/Performance (1985) e Percussão Clássica (1990), pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, e em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná (1989). Prosseguiu seus estudos com um Mestrado em Letras/Literaturas de Língua Inglesa na UFPR (1993) e um Doutorado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela USP (2003). Além disso, realizou dois pós-doutorados em Tradução de Literatura Irlandesa, também pela USP (2010 e 2017). De 1999 a 2019, atuou como professora no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR e, atualmente, leciona na pós-graduação em Tradução Profissional da PUC-PR. Reconhecida por sua contribuição à literatura, Luci Collin ocupa a Cadeira n.º 32 na Academia Paranaense de Letras. Sua carreira literária teve início em 1984 com o lançamento do livro de poesia "Estarrecer", obra que recebeu significativa atenção crítica. Desde então, construiu uma obra vasta e consistente, participando de diversas antologias nacionais e internacionais em países como EUA, Alemanha, França, Bélgica, Uruguai, Argentina, Peru e México. Além de sua produção autoral em poesia, conto e romance, Luci Collin é uma renomada tradutora, responsável por trazer para o português obras de autores como Virginia Woolf, Henry James, Gertrude Stein, E. E. Cummings, Gary Snyder, Seamus Heaney e Paul Muldoon.
A trajetória literária de Luci Collin é marcada por uma abordagem experimental e inovadora, explorando a musicalidade e a fragmentação textual em seus escritos. Sua obra transita livremente entre poesia, conto e romance, investigando temas da pós-modernidade, como metanarrativas, crises identitárias e a complexidade da linguagem. Desde sua estreia com "Estarrecer" em 1984, Luci Collin tem demonstrado um compromisso estético com a palavra, desafiando convenções e explorando as potencialidades da escrita. Sua formação musical é um elemento distintivo, influenciando a sonoridade e o ritmo presentes em seus versos e prosa. A crítica literária frequentemente elogia seu estilo único e sua capacidade de criar narrativas que instigam a reflexão e a diversão, utilizando a ironia e o humor para problematizar o cotidiano.

“Vencedor do Prêmio Jabuti em 2017 (2º lugar na categoria Poesia), esta obra explora a ambivalência da palavra, afirmando e negando simultaneamente, e questiona o que se faz e se diz através dela. O livro é uma fascinação pelo que afirma a partir de uma tenaz negação, e o próprio título expressa essa dualidade, sugerindo uma poesia que orienta a leitura para um mundo que se acrescenta ao mundo pela linguagem.”

“Premiado com o 3º lugar no Prêmio Clarice Lispector de Conto em 2022, este livro é um mosaico de 13 contos que exploram o cotidiano abismal, a multiplicidade de vozes narrativas e a transfiguração da prosa em poesia. A obra é reconhecida pelo vigor poético de sua prosa e pelo 'frescor de língua viva', que leva o leitor a questionar o ordinário.”