
Lorena Portela nasceu em Mombaça, no sertão central do Ceará, Brasil. Jornalista de formação e especialista em Comunicação e Cultura, ela cresceu em Fortaleza, capital cearense. Sua trajetória a levou a viver em Lisboa por um período, onde começou a esboçar suas primeiras ideias literárias, antes de se mudar para Londres em 2019, onde reside atualmente. Foi durante o período de confinamento em Londres que Lorena finalizou e autopublicou seu romance de estreia, "Primeiro eu tive que morrer", em 2020. O sucesso da obra resultou em sua aquisição pela Editora Planeta em 2022, impulsionando a autora aos primeiros lugares das listas de mais vendidos no Brasil. Em 2024, lançou seu segundo romance, "O amor e sua fome", que foi finalista do Prêmio Jabuti 2025.
A escrita de Lorena Portela é profundamente influenciada por suas vivências e percepções, frequentemente surgindo de incômodos e de tudo aquilo que a afeta. Seu estilo literário é marcado pela exploração da autodescoberta feminina e pela análise crítica de relações abusivas, excesso de trabalho, assédio e desamor, como visto em "Primeiro eu tive que morrer". Ela é conhecida por abordar temas do cotidiano e da cultura que impactam o comportamento humano, refletindo sua experiência como colunista do jornal Diário do Nordeste. Em "O amor e sua fome", Portela aprofunda-se em temas como abandono, busca por afeto e a complexidade das relações familiares, ambientando a narrativa no interior do Ceará e ressaltando a forte influência de sua identidade brasileira em sua obra. A autora cita como inspirações literárias grandes nomes como Rachel de Queiroz e Lygia Fagundes Telles, pela riqueza de regionalismos e talento com o drama, respectivamente, além de Elena Ferrante, a quem considera uma grande inspiração para mulheres.

“Neste romance de estreia de Lorena Portela, uma jovem publicitária à beira de um burnout é forçada a fazer uma pausa e se refugia na vila paradisíaca de Jericoacoara, no Ceará. Sob o Sol e entre os temperos daquela terra, ela reconecta-se com outras mulheres, apaixona-se e vive um comovente e misterioso renascimento. A obra é um inventário sobre a autodescoberta de uma mulher que não se imaginava perdida, questionando o mecanismo de relações abusivas, excesso de trabalho, assédio e desamor como sinônimos de sucesso.”

“Um romance de força e delicadeza extraordinárias que apresenta Dora e Esmê, duas primas inseparáveis, desde a infância em uma cidadezinha do interior. A autora captura, na passagem do tempo, os movimentos íntimos do amor e do amadurecimento, assim como os efeitos da solidão e do desamparo, conduzindo as personagens por um caminho de dor e loucura, numa trama surpreendente sobre a natureza da família e as consequências de uma busca silenciosa e desesperada por afeto.”