
Letícia Pinheiro de Novaes nasceu em 5 de janeiro de 1982, no Rio de Janeiro. Estudou artes cênicas na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Entre 2008 e 2016, formou o duo musical Letuce em parceria com Lucas Vasconcellos, com o qual lançou três álbuns. Em 2017, iniciou sua carreira solo sob o pseudônimo Letrux, lançando o disco 'Em Noite de Climão'. A este trabalho seguiram-se os álbuns 'Letrux Aos Prantos' (2020) e 'Como Mulher Girafa' (2023). Em 2025, iniciou o projeto 'Letrux 20 Anos Alternativa', marcando duas décadas de atuação musical. Como atriz, participou de filmes como 'Riscado' (2010) e 'Qualquer Gato Vira Lata' (2011), além das séries de televisão 'A Vida Pela Frente' e 'Dois Tempos', ambas de 2023. Na literatura, publicou seu primeiro livro em 2015, financiado via plataforma de arrecadação coletiva, seguindo com publicações por editoras comerciais nos anos seguintes.
A produção artística de Letrux transita entre a música e a literatura, utilizando uma linguagem de caráter confessional e irônico. Na música, seu estilo incorpora elementos de indie pop, rock alternativo e música eletrônica. Na literatura, sua escrita dialoga com a poesia marginal e o verso livre. Seus textos abordam temas como relacionamentos humanos, sexualidade, autoconhecimento, feminismo e as dinâmicas da vida contemporânea. A autora estrutura suas obras literárias a partir de formatos híbridos. Seus primeiros livros mesclam poemas, aforismos, crônicas e memórias arquivísticas. Em sua terceira publicação, a autora estreou no formato de contos de ficção, utilizando jogos analógicos e brincadeiras tradicionais como base narrativa para analisar o comportamento de seus personagens. Os temas e tons presentes em suas composições musicais costumam se sobrepor à sua produção textual.

“Dividida em três seções (Ressaca, Quebra-mar e Marolinhas), a obra compila crônicas, poemas e aforismos que exploram a relação da autora com o mar e com as emoções humanas.”

“Coletânea de nove contos de ficção nomeados a partir de jogos analógicos, utilizados como ferramenta narrativa para tratar de relacionamentos, sexualidade e autoconhecimento.”