
Leonardo Garzaro nasceu na cidade de São Paulo em 1983. Graduou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Iniciou sua trajetória profissional nos campos da escrita jornalística e da edição, fundando diversas editoras independentes no Brasil. Atualmente, atua como diretor editorial da Editora Rua do Sabão. Em adição às suas atividades como autor e editor, Garzaro atua como consultor de literatura brasileira para editoras internacionais, incluindo a Interzona e Monogramático (Argentina), Arlequin Ediciones e Textofilia (México), Corredor Sur (Equador) e a agência turca Introtema. Como articulista, manteve colunas abordando o mercado editorial em veículos especializados como o PublishNews.
Sua produção literária caracteriza-se pela exploração da onomástica, da memória e da construção da identidade por meio da linguagem. Estreou na ficção com o romance infantojuvenil O sorriso do leão em 2019, cujos direitos de tradução foram adquiridos para seis países, originando publicações em inglês, espanhol, turco e árabe. A transição para a ficção voltada ao público adulto ocorreu com a publicação do romance O guardião de nomes em 2022. O livro aborda o poder da nomeação como ferramenta de controle nas mãos de um latifundiário, combinando elementos históricos do Brasil com onomástica e realismo ficcional, recebendo edições na Inglaterra, Argentina, México e países árabes. Garzaro também possui trabalhos publicados como contista, figurando em revistas estrangeiras especializadas como a Literal Latin Voices e a Latin American Literature Today.

“Frederico tenta lidar com a vergonha escolar após receber o apelido de 'Pombo Valente' devido a um susto. Ao lado de sua irmã gêmea, ele busca encontrar sua própria identidade sem ceder à pressão de pertencer a uma família formada apenas por membros destemidos.”

“A trama acompanha o barão Álvares Corrêa, proprietário rural que acredita dominar as terras através do ato de dar nome a tudo que ali existe. Ao longo da narrativa, diversas subtramas mostram personagens com suas identidades e conflitos diretamente ligados aos próprios nomes ou apelidos, enquanto o patriarca tenta impor sua vontade na nomeação do filho caçula.”