
Leonardo Gandolfi nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1981. Sua formação acadêmica se deu na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde concluiu a graduação em Letras (2004), o mestrado em Literatura Portuguesa (2007) e o doutorado em Literatura Comparada (2012). Desde 2013, atua como professor de Literatura Portuguesa na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), contribuindo também para o Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma universidade. Além de sua carreira acadêmica e poética, Gandolfi também se destaca como editor. Em 2015, em parceria com a escritora e editora Marília Garcia, fundou a Luna Parque Edições, uma editora especializada em poesia. Ele também foi responsável pela organização e posfácio de obras importantes, como a antologia 'O coração pronto para o roubo: poemas escolhidos' (2018), de Manuel António Pina, e escreveu um livro sobre o mesmo poeta para a coleção Ciranda da Poesia (2020). Sua obra poética tem recebido reconhecimento da crítica por sua originalidade, explorando uma "poesia de pilha fraca" e um "tom menor", e uma linguagem ágil e saborosa que retrata o crescimento do artista.
A trajetória literária de Leonardo Gandolfi é marcada pela poesia, que se aprofunda em uma exploração de diferentes camadas da linguagem e da existência. Sua escrita é frequentemente elogiada pela "agilidade da sua linguagem, invariavelmente saborosa", que constrói um retrato, por vezes hilário e surpreendente, do desenvolvimento de um artista. Críticos como Alberto Pucheu destacam o "tom menor" e a "poesia de pilha fraca" de suas obras, enquanto Victor da Rosa observa como o sujeito poético parece "anestesiado, tomado por um verdadeiro torpor" em sua poesia. Gandolfi dialoga com a tradição poética e com aspectos biográficos, incorporando-os em seus versos e transformando o passado em uma potência de recomeço. Seus poemas abordam a leitura como um ato central, onde o leitor e o poema se leem mutuamente, criando uma "força de partilha" que é simultaneamente "inocência e enigma". Ele também é conhecido por incorporar diversas vozes e referências, de Clarice Lispector a figuras da música popular, desestabilizando a noção de autoria e criando um universo poético inclassificável.

“Uma obra poética que apresenta um universo de buracos negros, fantasmas familiares e ironias, onde a autoria é fluida e o leitor é parte integrante do poema. Conta com um coro de figuras diversas, de Clarice Lispector a Julio Iglesias, e foi finalista do Prêmio Jabuti em 2022.”

“Os poemas deste livro têm a capacidade de situar o ato de ler no centro da experiência, levando o leitor a se sentir lido pelo próprio poema. A obra expressa uma 'força de partilha', sendo o poema-título dedicado à sua filha e incorporando elementos do Ursinho Pooh. Ganhou o Prêmio Biblioteca Nacional em 2025.”