
Nascida no Rio de Janeiro, Kátia Bandeira de Mello, também referida como Kátia Bandeira de Mello-Gerlach, possui uma formação sólida em Direito Internacional Privado, com diplomas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de Londres e NYU School of Law. Ela foi professora de Direito na Fundação Getúlio Vargas e integrou o corpo docente da Universidad Desconocida do Brooklyn. Radicada nos Estados Unidos desde 1998, ela é colunista e editora da Revista Philos, além de bolsista da New York Foundation for the Arts. Sua carreira literária se destaca pela participação em diversos festivais internacionais e colaborações com veículos literários no Brasil, Portugal, EUA e França.
A trajetória literária de Kátia Bandeira de Mello é marcada pela exploração de uma ficção experimental, surrealista e com influências da patafísica, seguindo a tradição latino-americana de autores como Borges. Ela é reconhecida por seu domínio estilístico, audácia temática e por posicionar sua obra na vanguarda da literatura de língua portuguesa. Seus trabalhos frequentemente se desprendem de narrativas lineares, utilizando a linguagem como 'matéria viva', moldada e esculpida, e seus personagens frequentemente transitam entre o cotidiano e o insólito. Além de escritora, Kátia é artista visual, e em algumas de suas obras, como 'Caderno de artista' e 'Insones', ela integra ilustrações e aquarelas de sua autoria, conferindo uma integridade artística rara.

“Considerado seu quinto livro de ficção, este romance da Kátia Bandeira de Mello é uma homenagem ao criador da patafísica, Alfred Jarry. A obra apresenta um emaranhado de narrativas burlescas e personagens bizarros, tecendo referências literárias e abordando com maestria temas como a luta pelo poder (no amor e na geopolítica), o fanatismo religioso e a fé por contágio químico, tudo envolto em uma prosa poética e enigmática que explora o absurdo da condição humana.”

“Uma coletânea de contos e microcontos experimentais que exploram as fronteiras entre a literatura, as artes visuais e o surrealismo.”