
Kaká Werá Jecupé é um dos mais influentes escritores e ativistas indígenas do Brasil. Nascido em São Paulo e descendente do povo Tapuia, ele foi acolhido pela comunidade Guarani de Parelheiros, onde passou por um longo processo de iniciação espiritual que fundamenta sua visão de mundo e sua obra literária. Em 1994, fundou a Nova Tribo, a primeira editora indígena do país, com o objetivo de registrar e difundir a sabedoria ancestral dos povos originários. Além de sua produção literária, Kaká Werá é o fundador do Instituto Arapoty e empreendedor social da rede Ashoka. Seu trabalho atravessa as fronteiras da literatura, atuando como conferencista internacional em temas de ecologia, valores humanos e cultura de paz. Ele leciona na Universidade Holística Internacional da Paz (Unipaz) e na Fundação Peirópolis, sendo uma voz ativa na promoção do diálogo intercultural e na preservação ambiental.
A carreira de Kaká Werá é marcada pelo pioneirismo na tradução da oralidade e cosmologia indígena para o formato escrito, mesclando autobiografia, filosofia e mitos tradicionais. Seu estilo é caracterizado por uma linguagem poética e reflexiva, que busca reconectar o leitor com a terra e a espiritualidade. Em 1998, publicou 'A Terra dos Mil Povos', obra que se tornou referência pedagógica e literária, sendo incluída na lista dos 200 livros fundamentais para compreender o Brasil pela USP e Folha de S.Paulo. Recentemente, sua produção voltou-se para o público infantojuvenil e o ensino do 'Bem-Viver', consolidando-se com a conquista do Prêmio Jabuti em 2024.

“Considerada uma de suas obras mais importantes, o livro desconstrói a visão eurocêntrica da história brasileira. O autor apresenta os valores, a organização social e a riqueza cultural de diversos povos originários, defendendo a importância da preservação dessas identidades para o futuro do país.”

“Livro premiado com o Jabuti em 2024, que reúne narrativas de diversos autores indígenas sob a organização de Kaká Werá. A obra utiliza uma jornada visual e conceitual para educar o público jovem sobre pertencimento, ecologia e a ancestralidade que compõe o território brasileiro.”