
Nasceu em Cascavel, Paraná, em 1988, e foi criada no ambiente do ateliê de sua mãe, artista plástica. Concluiu a licenciatura em Letras (Português/Inglês) e o mestrado em Literatura Comparada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Na sequência, obteve o título de doutora em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Em 2014, transferiu-se para Curitiba e fundou a Esc. Escola de Escrita, instituição de ensino livre voltada para a formação de profissionais do texto e literatura. Através da escola, conduziu oficinas para alunos em diversos estados do Brasil. Paralelamente às atividades de docência e gestão da escola, trabalha como consultora corporativa e escritora fantasma (ghostwriter), formatando narrativas e conteúdos institucionais para federações, bancos e veículos de comunicação. Ao longo da carreira profissional, atuou como jurada em certames como o Prêmio Sesc de Literatura e prêmios da Biblioteca Pública do Paraná.
A produção literária e artística de Julie Fank articula a metalinguagem, a memória e a materialidade do texto, operando entre a literatura, o ensaio e as artes visuais. Sua obra trata o suporte — seja a página ou o ambiente expositivo — como elemento constituinte da narrativa. Em 'Embaraço' (2017), a autora adota o formato de livro de artista para realizar intervenções que associam texto e performance. Na área de não-ficção e pedagogia da escrita, publicou 'O grande livro da criatividade' (2019), projeto realizado em parceria com Jean Sigel e Lívia Kohiyama, que cataloga métodos estruturados para o desenvolvimento criativo. Na obra 'Dobradiça' (2023), a autora reúne crônicas redigidas entre 2015 e 2023, abordando o cotidiano do ofício da redação, as percepções sobre o próprio corpo e as dinâmicas sociais durante o período de isolamento imposto pela pandemia de Covid-19. A autora também desdobra suas pesquisas literárias no meio expositivo, participando de eventos de artes visuais, como a The Wrong Biennale e exposições em museus locais.

“Coletânea de 29 crônicas que tratam das rotinas da redação, do convívio doméstico e do isolamento pandêmico no decorrer de oito anos.”

“Livro elaborado em coautoria que detalha práticas corporativas e pessoais para promover o destravamento e a manutenção do pensamento criativo.”