
Juliana Leite nasceu em 1983 em Petrópolis, Rio de Janeiro. Graduou-se em Comunicação Social pela Uerj, onde também realizou mestrado em Teoria da Literatura, pesquisando a interseção entre leitura e tecnologias digitais. Ela foi selecionada para uma residência artística na revista Triple Canopy, em Nova York. Seus textos foram publicados em veículos como a prestigiada The Paris Review, a revista Época e o jornal francês Libération. Atualmente, vive no Rio de Janeiro.
A trajetória literária de Juliana Leite teve início com seu romance de estreia, "Entre as Mãos" (2018), que rapidamente conquistou reconhecimento no Brasil, recebendo prêmios como o Sesc e o APCA, e sendo finalista de outros importantes como o Jabuti, São Paulo de Literatura e Rio de Literatura, além de semifinalista do Prêmio Oceanos. A obra também foi publicada na França. Em 2024, seu conto "My Good Friend", divulgado na renomada The Paris Review, foi agraciado com o O. Henry Prize, uma distinção que a tornou a primeira escritora brasileira a recebê-lo. Seu segundo romance, "Humanos Exemplares", foi lançado em 2022 pela Companhia das Letras e também publicado em Portugal em 2024. A autora aborda em suas obras temas profundos como memória, envelhecimento, perdas, trabalho, solidão e as complexidades das relações familiares e da sociedade brasileira, utilizando uma estrutura narrativa por vezes fragmentada e corajosa.

“O romance narra a história de Magdalena, uma tecelã que sofre um grave acidente, precisando redefinir sua vida e reaprender a viver com as cicatrizes físicas e emocionais. A obra, dividida em três partes, explora sua vida antes, durante e após o acidente, abordando temas como sobrevivência, ancestralidade, amor e mistério a partir do corpo e dos gestos da protagonista.”

“O segundo romance de Juliana Leite conta a história de Natália, uma mulher centenária que, em isolamento, revisita sua própria vida e a história do Brasil enquanto se prepara para o desaparecimento, dialogando com temas como envelhecimento, perdas, memória e solidão. O livro foi escrito durante o primeiro ano da pandemia, com a autora explorando as coincidências entre a experiência contemporânea e eventos históricos.”