
Juliana de Souza Topan nasceu em 1979 na cidade de Caçapava, localizada na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Formou-se como bacharel e licenciada em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Na mesma instituição, concluiu o mestrado em Educação e o doutorado em Teoria e História Literária. Entre os anos de 2000 e 2016, atuou como professora de língua portuguesa e literatura em instituições privadas de ensino e, entre 2005 e 2015, trabalhou como colaboradora editorial na área de literatura infantil e juvenil. Atualmente, é professora efetiva de literatura no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), lotada no campus São Paulo Pirituba.
A produção literária da autora iniciou-se em 2013 com 'Embaixo da cama', voltado ao público infantil. No ano seguinte, publicou o juvenil 'Janelas Abertas', no qual aborda o tema da violência doméstica. A partir de 2017, passou a publicar poesia, lançando 'Nem asas pelos ares' e 'Falso Infinito' (2021), cujos versos tratam da condição humana, das opressões de gênero e da finitude. Em 2023, publicou 'Uma canção desafinada de Luísa para Ravi'. Em 2026, estreou na ficção de formato longo com o romance 'Arqueologia das dores', editado pela Reformatório após seleção em edital do ProAC. Em seus livros mais recentes, a estrutura narrativa caracteriza-se pela alternância de múltiplas vozes, não linearidade, fragmentação e pelo tratamento de temas como memórias não elaboradas, lutos e relações sociais.

“Narrativa dividida entre três pontos de vista que documenta a crise conjugal de Maria Lúcia e Beto. O romance aborda silêncios, ressentimentos e as lacunas no passado familiar intensificadas pela convivência com a sogra.”

“Obra focada nas dinâmicas de laços afetivos e familiares, narrada por meio de linguagem poética e observações do cotidiano.”