
Nascida no Rio de Janeiro em 1982, Julia Wähmann é uma autora brasileira com uma trajetória multifacetada. Formada em design gráfico, ela inicialmente atuou na área de moda antes de ingressar no mercado editorial em 2011. Sua incursão na literatura começou com a publicação de seus primeiros textos no coletivo Ornitorrinco a partir de 2014. Em 2015, lançou os zines 'Diário de Moscou' e 'André quer transar', marcando o início de sua produção literária. Ao longo de sua carreira, Julia Wähmann tem demonstrado um interesse particular pela escrita como forma de explorar a memória e a experiência humana. Seu trabalho abrange diferentes gêneros, desde a literatura infantil com 'Dilermando, o cão' até romances que se aprofundam em questões existenciais e sociais. Ela teve textos publicados em veículos de imprensa como o jornal O Globo e na revista Granta em Língua Portuguesa. Sua escrita é frequentemente elogiada por sua inteligência, lirismo e humor, mesmo ao abordar temas complexos. A autora utiliza suas próprias vivências, como a experiência de uma demissão, e pesquisas aprofundadas, como a obra da coreógrafa Pina Bausch, para construir narrativas envolventes e instigantes.
A trajetória literária de Julia Wähmann iniciou-se com a publicação de textos no coletivo Ornitorrinco em 2014, seguida pelos zines 'Diário de Moscou' e 'André quer transar' em 2015. Seu primeiro romance, 'Cravos' (2016), demonstrou sua versatilidade ao incorporar pesquisa sobre dança, especificamente a obra de Pina Bausch. Em 2018, lançou 'Manual da demissão', um romance que se tornou semifinalista do Prêmio Oceanos e aborda, com humor e perspicácia, a temática do desemprego e da burocracia. Em 2023, publicou o livro infantil 'Dilermando, o cão', ampliando seu escopo de atuação. Seu trabalho mais recente, 'Triste cuíca' (2024), é um inventário sobre a construção da memória, onde a autora revisita diários de infância e adolescência, anotações da pandemia e os relatos de seu avô na Segunda Guerra Mundial, investigando a relação entre escrita e a forja da realidade. Seu estilo é caracterizado pela prosa poética e sarcástica, cheia de inteligência, humor e leveza, explorando as complexidades das relações humanas e da sociedade contemporânea.

“Este romance aborda, com humor e leveza, a experiência de ser demitido em um cenário de crises cíclicas. A narradora, apelidada de J., enfrenta a burocracia e as incertezas após a perda do emprego e do relacionamento, transformando o drama em uma narrativa poética e sarcástica, repleta de referências culturais e reflexões sobre a vida adulta. O livro foi semifinalista do Prêmio Oceanos.”

“Este livro é um inventário íntimo sobre a construção da memória e a influência da escrita na cristalização de fragmentos da vida e da história. Julia Wähmann revisita seus diários de infância e adolescência, as memórias da pandemia e os relatos de seu avô durante a Segunda Guerra Mundial, tecendo um mosaico confessional que investiga a matéria da realidade e a distância entre ficção e fatos.”