
Nascida em Poços de Caldas, Minas Gerais, em 17 de junho de 1985, Jéssica Balbino formou-se em Jornalismo e é mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua dissertação de mestrado, defendida em 2016, 'Pelas margens: vozes femininas na literatura periférica', investigou as escritoras periféricas brasileiras, suas produções literárias, contextos socioculturais e os desafios para seu reconhecimento no cenário literário nacional. Jéssica é uma voz ativa no jornalismo literário, atuando como colunista para veículos como o 'Estado de Minas', onde aborda temas relacionados a corpos dissidentes e literatura. Além de sua produção autoral, ela é criadora e editora do projeto Margens, uma iniciativa de 2017 dedicada a mapear e divulgar a literatura produzida por mulheres nas periferias do Brasil, combatendo a invisibilidade dessas escritoras e promovendo debates e oficinas literárias. Também é psicanalista em formação e professora de bibliodiversidade.
A trajetória de Jéssica Balbino combina suas vivências na periferia com ativismo político e uma escrita que aborda temas como feminismo, corpos dissidentes, resistência e pluralidade identitária. Iniciou sua carreira como estagiária e freelancer em veículos de Poços de Caldas e criou o blog 'Central Hip-Hop' em 2006. Foi repórter para jornais e televisão locais e editora de conteúdo para o portal G1. Como curadora e jurada, Jéssica Balbino tem sido uma figura influente no cenário literário brasileiro, participando de importantes premiações como o Prêmio Jabuti (2020), o Arte como Respiro do Itaú Cultural (2020), o Prêmio Caminhos (2024) e o Prêmio Pallas (2025), além de eventos como a Flip e a Flipei. Ela também é co-criadora do curso 'Insurgências Gordas', um projeto que reúne intelectuais gordas do país para discutir mídia, arte, moda, literatura e outras vivências de corpos dissidentes.

“Uma autoficção urgente, suada e sem pudor, 'Porca Gorda' transforma a experiência de ser uma mulher gorda em literatura de enfrentamento. Cada palavra escorre com desejo, fúria, escárnio, dor e memória, denunciando a gordofobia estrutural e reivindicando o prazer, o gozo, a palavra e a existência sem culpa.”

“Primeira obra autoral em formato híbrido da jornalista e escritora, 'Gasolina & Fósforo' reúne poemas, prosa e contos que falam sobre corporalidade, dissidência, sensualidade e sexualidade. Acompanhada por fotografias, a obra apresenta textos ácidos sobre o que é existir habitando um corpo não padrão na contemporaneidade.”