
José Roberto Walker possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), concluído em 2020. Ao longo de sua carreira profissional, exerceu os cargos de produtor cultural, publicitário e diretor de televisão e rádio. Na Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), atuou como Diretor de Rádios e Projetos Especiais em dois períodos, de 2004 a 2007 e de 2013 a 2019, onde desenvolveu o programa 'Prelúdio', uma competição televisiva para jovens músicos do campo erudito, e esteve à frente de projetos comemorativos dos 40 anos da rádio Cultura FM. No setor de artes cênicas e música clássica, exerceu a direção da Cia. Brasileira de Ópera, supervisionando a turnê nacional do espetáculo 'O barbeiro de Sevilha'. Também coordenou produções de montagens como 'La Cenerentola', em parceria com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), e 'L'elisir d'amore', encenada no Theatro São Pedro. Walker dirigiu diversas edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão, elaborou o projeto de instalação do Museu do Imigrante e coordenou a exposição inaugural situada no edifício do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo. Realizou também a produção de documentários televisivos e registros de espetáculos de música e dança.
A produção literária de José Roberto Walker transita entre o romance histórico, a ficção de base documental, biografias e ensaios sobre a sociedade e o desenvolvimento urbano. Iniciou na literatura publicando romances como 'Sofá branco', além de realizar incursões biográficas sobre figuras da música brasileira, a exemplo de seu livro dedicado ao compositor João do Vale. Em sua produção posterior, o autor concentra-se na reconstituição de eventos sociopolíticos e culturais do início do século XX, com ênfase na cidade de São Paulo. A obra 'Neve na manhã de São Paulo' (2017) utiliza intensa pesquisa em arquivos públicos para recontar os anos iniciais do movimento modernista por meio do envolvimento de Oswald de Andrade com a estudante normalista Maria de Lourdes Castro, conhecida como Miss Cyclone. O livro aborda o contexto de rápida expansão demográfica da capital paulista. No ano de 2025, publicou o romance 'Café', ambientado durante o cerco militar da Revolução Paulista de 1924, onde explora o cruzamento das elites produtoras de café com os desdobramentos da rede de tráfico humano Zwi Migdal. No mesmo ano, publicou o livro de história acadêmica 'As boas famílias e os outros: as elites de São Paulo e a greve geral de 1917', no qual investiga o impacto e as reações das diferentes classes sociais paulistanas ante o emergente movimento operário.

“A obra reconstrói parte da juventude de Oswald de Andrade e sua relação amorosa com a normalista Maria de Lourdes Castro, apelidada de Miss Cyclone. A narrativa de não ficção retrata o ambiente intelectual de São Paulo no fim da década de 1910, abordando o cenário da Primeira Guerra Mundial, o impacto da gripe espanhola e a efervescência urbana da cidade rumo ao modernismo.”

“Romance histórico estruturado durante os 23 dias da Revolução Paulista de 1924. A história documenta a rotina de violência e abandono da cidade sitiada e explora o cruzamento do caminho de um jovem herdeiro da elite cafeicultora com o de uma órfã acolhida por freiras, desenvolvendo temáticas sobre migração e a atuação de organizações internacionais de exploração humana na América do Sul.”