
Nascido em Balsas, no interior do Maranhão, José Santana Filho passou a infância em cidades às margens do Rio Tocantins. Em 1982, formou-se em medicina e mudou-se para São Paulo, onde reside desde então. Além de sua carreira na medicina, Santana Filho dedicou-se à literatura, publicando seu romance de estreia, 'O rio que corre estrelas', em 2011, pela Editora Terracota. Em 2013, lançou o volume de contos 'O beijinho e outros crimes delicados', também pela Editora Terracota. Em 2015, publicou o romance 'A casa das marionetes' pela Editora Reformatório, obra que o tornou finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2016. Ele também é um membro ativo do grupo de produção e discussão literária Clube das Três e coordena a oficina de escrita 'PaLAVRA!' no Ideac Instituto para Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico.
A trajetória literária de José Santana Filho é marcada por uma notável transição de sua formação em medicina para uma profunda dedicação à escrita, onde explora com sensibilidade temas da memória, da infância e da complexidade da condição humana. Sua escrita é frequentemente descrita como poética e introspectiva, transformando experiências vividas e observações do cotidiano em narrativas ficcionais envolventes. Através de seus romances e contos, ele convida o leitor a uma imersão em realidades íntimas e por vezes fantásticas, com uma profunda reflexão sobre as relações humanas e familiares, como evidenciado em 'A casa das marionetes'. Sua participação ativa em coletivos literários, como o Clube das Três, e a coordenação de oficinas de escrita, como a 'PaLAVRA!' no Ideac, destacam seu compromisso não apenas com sua própria produção, mas também com o fomento e a discussão da literatura contemporânea brasileira.

“Uma coletânea de contos que explora as luzes, sombras e matizes da miséria humana, reapresentando personagens que existem e caminham nas mesmas ruas do leitor.”

“Um romance onde o leitor entra na casa pela vigília de uma moribunda, sendo hipnotizado pelas lembranças de um narrador e permanecendo nos cômodos de uma família matriarcal.”