José Guimarães Castello Branco, conhecido como José Castello, nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou sua carreira jornalística na década de 1970, atuando em importantes veículos de comunicação como o semanário Opinião, a revista Veja, a revista IstoÉ, o Jornal do Brasil e O Estado de S. Paulo. Na segunda metade dos anos 1980, firmou-se como produtor de críticas, reportagens e resenhas literárias. Nos anos 1990, Castello dedicou-se à literatura, uma paixão que se consolidou com o sucesso de sua biografia 'Vinicius de Moraes: O Poeta da Paixão'. Desde 1994, reside em Curitiba, onde mantém oficinas literárias e continua sua colaboração com jornais e revistas, como o suplemento Prosa & Verso do jornal O Globo, o jornal Valor Econômico e a revista Bravo!. Sua obra literária é vasta, abrangendo biografias, ensaios, crônicas e romances, e tem sido reconhecida com importantes prêmios, como o Jabuti e o Casa de las Américas. Castello é um autor que explora as fronteiras dos gêneros literários, fundindo a crônica e a crítica em obras de ficção e investigando a condição humana com profundidade e sensibilidade. Sua escrita é marcada por uma abordagem sentimental e pessoal da literatura, buscando a verdade singular por trás das narrativas.
A trajetória literária de José Castello é marcada por uma profunda imersão no jornalismo cultural e uma transição fluida para a criação literária. Começou como jornalista na década de 1970, destacando-se pela produção de críticas e resenhas literárias. Sua obra inicial incluiu biografias aclamadas, como 'Vinicius de Moraes: O Poeta da Paixão' e 'João Cabral de Melo Neto: O Homem sem Alma', onde já demonstrava um estilo analítico e perspicaz. Ao longo de sua carreira, Castello desenvolveu um estilo que se notabiliza pela fusão de gêneros, transitando entre o ensaio, a crítica, a biografia e o romance. Em obras como 'Inventário das Sombras' e 'A Literatura na Poltrona', ele explora o fazer literário e a relação íntima com a leitura, muitas vezes com um tom introspectivo e confessional. Seus romances, a exemplo de 'Fantasma' e 'Ribamar', frequentemente mergulham em temas pessoais, familiares e existenciais, revelando uma 'voz literária' que busca a verdade nas 'zonas de sombras' da experiência humana. Castello é conhecido por sua coragem em explorar a subjetividade e a complexidade das emoções, fazendo da literatura um espaço de liberdade e autoconhecimento.

“"Ribamar" é um romance intensamente pessoal e autobiográfico, que mescla ficção, memória e a biografia do pai do autor, José Ribamar Martins Castello Branco. A obra é uma dolorosa tentativa de aproximação do filho ao pai falecido, usando como ponto de partida a "Carta ao pai" de Franz Kafka e uma canção de ninar familiar. É um livro que explora a relação complexa e por vezes dilacerante entre pai e filho, e foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2011.”

“Uma seleção de suas melhores crônicas, revelando a sensibilidade e a profundidade de seu olhar sobre o cotidiano e a literatura.”