
Nascido em Mossoró, Rio Grande do Norte, em 1950, João Almino é um escritor e diplomata de carreira. Bacharel em direito pela UERJ, possui mestrado em sociologia pela UnB, doutorado em História Comparada das Civilizações Contemporâneas pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris, sob orientação do filósofo Claude Lefort, e pós-doutorado na USP. Ele serviu em diversas embaixadas do Brasil e como Cônsul-Geral em diferentes cidades, além de ter sido Diretor do Instituto Rio Branco. Almino também lecionou em prestigiadas universidades como UNAM (México), UnB, Instituto Rio Branco, Berkeley, Stanford e a Universidade de Chicago. Em 2017, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 22, reforçando seu reconhecimento no cenário literário nacional.
A trajetória literária de João Almino é marcada pela criação do 'Quinteto de Brasília', uma série de romances que utilizam a capital federal como um espaço multifacetado para experimentações linguísticas, políticas e existenciais. Sua ficção é caracterizada por uma combinação de crítica social e autoironia, abordando temas universais como amor, identidade, memória e os dilemas da modernidade. Seu estilo narrativo é elogiado pela leveza e rigor. Paralelamente à ficção, Almino é uma figura influente no campo da não-ficção, com obras relevantes sobre autoritarismo e democracia, contribuindo significativamente para os estudos de história e filosofia política. Seus romances foram traduzidos para diversos idiomas, ampliando seu alcance internacional.

“Considerado parte do 'Quinteto de Brasília', este romance de João Almino mescla a perspectiva de um menino com a de um adulto para narrar a complexa fundação de Brasília. A obra explora os sonhos idealistas e as realidades problemáticas da construção da cidade, que serve como uma rica metáfora para o Brasil, o universo e a própria existência humana. O narrador, em um estilo que simula um blog, incorpora anotações históricas e estatísticas para camuflar o terreno ficcional, enquanto a capital se ergue como um microcosmo da subjetividade e da nação.”

“Vencedor do Prêmio Casa de las Américas, este romance é a conclusão da 'Trilogia de Brasília' e explora as transformações sociais e políticas do Brasil nas últimas três décadas. Narrado por Ana, uma das personagens, a trama tem como fio condutor a história de um amor que se desenrola em uma Brasília que oscila entre a utopia da juventude dos personagens e a violência da cidade atual. Almino analisa diversas facetas do amor — do erótico ao não correspondido, do desejo de posse à amizade —, investigando como sexo e sexualidade redefinem esses sentimentos atemporais.”