
Júlia Portes concluiu seu bacharelado em Artes Cênicas pela Universidade Cândido Mendes/UniverCidade em 2016. No mesmo ano, ingressou no LABo, onde iniciou o desenvolvimento do aclamado monólogo “É Sobre Você Também”. A peça foi apresentada em diversos locais, incluindo a FLUL – Universidade de Lisboa — e o Festival de Teatro do Rio, onde Júlia foi premiada como melhor atriz e por melhor texto. Posteriormente, a obra foi adaptada para um curta-metragem. Sua versatilidade artística se estende ao cinema, com participação no curta-metragem S.I.N.A.I.S., que lhe rendeu uma indicação a melhor atriz coadjuvante no Internacional Filmmaker Festival of Cinema em Nice, na França. Ela também atuou e escreveu para outras peças como “Essa coisa que a gente não sabe o que é, mas desconfia” e “Felizes Mortos”, e colaborou no roteiro de uma série da Netflix. Em 2022, Júlia Portes publicou seu primeiro romance, "O céu no meio da cara", pela Nau Editora. A obra foi finalista do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Escritor Estreante, consolidando sua incursão no cenário literário brasileiro. Além de sua carreira artística, Júlia ministra oficinas de criação e escrita, compartilhando seu conhecimento e experiência. Atualmente, ela é mestranda no programa de artes da cena da UFRJ, onde está desenvolvendo seu segundo romance. O espetáculo teatral baseado em seu livro de estreia, "O céu no meio da cara", está previsto para estrear no Rio de Janeiro em dezembro de 2025.
A trajetória de Júlia Portes é marcada por uma sólida formação e atuação nas artes cênicas, que pavimentou seu caminho para a escrita literária. Iniciando como atriz e dramaturga, ela demonstrou habilidade em criar narrativas envolventes e atuações impactantes, evidenciado pelos prêmios recebidos no Festival de Teatro do Rio. Sua experiência no teatro e em roteiros para curtas-metragens e séries da Netflix refinou sua capacidade de construção de enredos e desenvolvimento de personagens. A transição para o romance com "O céu no meio da cara" revelou uma autora com uma prosa "frugal e envolvente", que utiliza "humor ácido e irreverência corajosa" para abordar temas como maternidade e a condição feminina na sociedade brasileira. Seu estilo literário se destaca pela profundidade dramática e dinamismo, explorando segredos e detalhes das histórias de vida de mulheres. A obra, ao ser finalista do Prêmio Jabuti, sublinha seu reconhecimento como uma voz promissora na literatura contemporânea brasileira. Júlia continua a explorar a interseção entre a escrita e as artes da cena, como demonstra a adaptação teatral de seu romance e o desenvolvimento de seu segundo livro em seu mestrado.

“Em seu livro de estreia, Júlia Portes nos surpreende com uma prosa frugal e envolvente. A narrativa dramática e dinâmica descortina detalhes e segredos das histórias de vida de mulheres unidas pelo laço da maternidade. Com humor ácido e irreverência corajosa na abordagem de temas tabu, a obra busca o significado das experiências, tratando da condição humana e feminina em uma sociedade onde o arcaico patriarcal e o feminista libertário compartilham a mesma carga genética através das gerações.”