
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1977, Jacques Fux possui uma sólida formação acadêmica multidisciplinar. Graduou-se em Matemática e obteve mestrado em Ciência da Computação pela UFMG. Posteriormente, direcionou-se para as humanidades, realizando doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em cotutela com a Université de Lille, na França. Sua busca por conhecimento o levou a realizar pós-doutorados na Universidade de Harvard (entre 2012 e 2014), na Unicamp e novamente na UFMG. Essa trajetória singular é um pilar de sua produção literária e acadêmica, onde ele frequentemente tece pontes entre o pensamento lógico e a sensibilidade artística. Como ficcionista, ensaísta e tradutor, Fux tem uma obra diversificada que abrange tanto o público adulto quanto o infantojuvenil. Seus livros são marcados por uma escrita que desafia as fronteiras entre gêneros, incorporando elementos de autoficção e ensaio crítico. A temática judaica, a memória, o Holocausto e a loucura são recorrentes em seus romances, refletindo suas pesquisas e vivências. Reconhecido por diversos prêmios, Jacques Fux se estabeleceu como uma voz inovadora na literatura brasileira contemporânea.
A carreira literária de Jacques Fux é notável por sua abordagem intertextual e metalinguística, frequentemente inspirada por autores como Jorge Luis Borges e Georges Perec. Sua obra 'Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO', que surgiu de sua tese de doutorado premiada, é um exemplo claro de sua exploração da interseção entre campos aparentemente díspares. Ele se destaca pela habilidade de fundir o rigor analítico da matemática com a liberdade criativa da literatura, produzindo textos que são ao mesmo tempo intelectualmente densos e profundamente pessoais. Em seus romances, Fux transita entre a autoficção e a reinvenção da realidade, como visto em 'Antiterapias' e 'Brochadas', onde a experiência pessoal é subvertida e questionada. O humor e a ironia são ferramentas constantes para abordar temas complexos, como em 'Nobel', uma sátira irreverente ao universo das premiações literárias. Sua exploração da memória e da identidade judaica, especialmente em obras como 'Meshugá' e 'Herança', revela uma profunda sensibilidade para os legados históricos e traumas geracionais. Jacques Fux também se aventura na literatura infantojuvenil, com livros como 'O enigma do infinito' e 'Um labirinto labiríntico', mantendo sua marca de estimular o pensamento crítico e a criatividade através de narrativas envolventes e inovadoras.

“Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013, este romance de autoficção mergulha na jornada de um jovem judeu, explorando sua infância superprotegida, os desafios da fé e as profundas marcas do Nazismo em sua identidade, com a literatura servindo como refúgio e espelho de suas experiências mais íntimas.”

“Neste romance irreverente, Jacques Fux simula o discurso de aceitação do Prêmio Nobel de Literatura. Com uma escrita afiada e repleta de sarcasmo, a obra é uma crítica mordaz ao universo literário e às suas premiações, destilando inveja e reflexões perspicazes sobre a história e os bastidores de um dos maiores reconhecimentos da literatura mundial.”