
Nascida em Águas Frias, Santa Catarina, Ieda Magri atualmente reside no Rio de Janeiro. É doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atua como professora de Teoria da Literatura nos programas de graduação e pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), além de ser pesquisadora do CNPq. Sua obra literária, que inclui romances e ensaios, frequentemente aborda a intersecção entre a crítica e a ficção, e tem sido laureada com diversos prêmios. Além de sua produção autoral, Ieda Magri também organizou coletâneas importantes sobre literatura e crítica contemporânea no Brasil e na América Latina. Sua pesquisa e escrita demonstram um profundo interesse na circulação da literatura latino-americana e na exploração da experiência humana através da linguagem.
A trajetória literária de Ieda Magri é marcada pela exploração das fronteiras entre o real e o imaginário, a memória e a ficção, muitas vezes com um viés ensaístico. Sua prosa se distingue por uma abordagem não-linear e poética, que investiga as complexidades das relações humanas e a construção da subjetividade. Ela é conhecida por sua habilidade em mesclar experiências pessoais, como a revisitação de suas origens camponesas ou a rememoração de um crime, com a ficção, resultando em narrativas que provocam reflexão sobre a escrita e o ato de narrar. Paralelamente à sua produção ficcional, Ieda Magri desenvolve um trabalho acadêmico robusto como professora e pesquisadora, com foco na literatura brasileira e latino-americana contemporânea.

“Primeiro romance de Ieda Magri, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2014, apresenta uma trama fragmentada que entrelaça a vida de diversas personagens no Rio de Janeiro. A narrativa explora a banalidade do cotidiano e as complexas relações humanas, expandindo o tempo presente em direção a um passado que se manifesta de forma não-linear.”

“Romance premiado que reconstitui o assassinato não investigado de uma menina de 13 anos numa pequena cidade do sul do Brasil, um evento que marcou a infância da autora. A obra explora a brutalidade, a ausência de registros oficiais, e a forma como a memória e a ficção se entrelaçam para dar sentido a um trauma coletivo.”