
Nascido na cidade de São Paulo em 1999, Ian Uviedo iniciou sua produção literária por meio da publicação independente de zines que mesclam contos, poesia e fotografia. Integra o coletivo de experimentação gráfica La Tosca e fez parte do elenco de 'Trovadores do Miocárdio', espetáculo poético-musical dirigido por Eduardo Beu. Ele foi editor da revista eletrônica RevistaRia e produz uma série de ensaios literários e críticos denominada 'Vértebras', veiculada na revista celeste. Suas produções audiovisuais incluem videopoemas que foram publicados na revista estadunidense Saccades em 2020. Uma amostra do seu trabalho poético encontra-se no acervo permanente do Museu da Língua Portuguesa, como integrante da mostra 'Falares'. Ainda em 2020, foi incluído pela revista Forbes em sua lista de indivíduos com menos de 30 anos que atuam nos meios artístico e literário no Brasil. Uviedo também ministra oficinas de criação literária com foco em inteligência artificial e linguagens computacionais.
A escrita de Ian Uviedo é caracterizada pelo hibridismo de suportes artísticos, englobando documentação urbana e narrativas experimentais. Seu livro de estreia, a novela 'Éter' (2019), introduziu temáticas sobre limiares da consciência humana em um contexto de solidão citadina, dividindo os capítulos pelas pausas de um cigarro aceso pelo narrador. Em 2022, publicou o romance 'Café-teatro', estruturado em torno da paisagem central de São Paulo, utilizando descrições visuais para catalogar o efêmero. No ano seguinte, lançou 'Dois por Engano', no qual analisou o esquecimento através do término de um relacionamento, interconectando eventos pessoais a cenários de violência de Estado e trauma coletivo na América Latina. Em 2025, transformou o projeto independente 'Computer Love' em um livro físico, publicado pela editora Lote 42. A obra estabelece o uso explícito de inteligência artificial generativa como estrutura narrativa e metalinguística para debater os efeitos do desenvolvimento digital sobre a memória, os algoritmos e as relações interpessoais contemporâneas.

“Acompanha os encontros e desencontros de Alberto e Melissa, usando a separação do casal para discorrer sobre apagamento, corpo, estado e os conflitos na América Latina.”

“Experimento narrativo cocriado com uma ferramenta de inteligência artificial, que retrata a atração de um escritor pela máquina e questiona a subjetividade humana perante códigos algorítmicos.”