
Heloisa Seixas nasceu em 26 de julho de 1952, na cidade do Rio de Janeiro. Cresceu no bairro do Jardim Botânico e, aos sete anos, mudou-se para o Leblon. Concluiu sua formação em Jornalismo no ano de 1974 pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em seu percurso profissional, atuou como jornalista e tradutora, acumulando doze anos de trabalho no jornal O Globo, além de passagens pela agência de notícias UPI. Trabalhou também durante sete anos na função de assessora de imprensa da representação da Organização das Nações Unidas (ONU) no Rio de Janeiro. A transição para a carreira estritamente literária aconteceu no ano de 1995, época em que encerrou suas atividades nas redações. Na vida pessoal, é casada com o jornalista e escritor Ruy Castro desde a década de 1990 e possui uma filha.
A produção literária de Heloisa Seixas caracteriza-se pela pluralidade de formatos, transitando entre contos, crônicas, romances, livros infantis e dramaturgia. A autora investiga com frequência temas relacionados ao assombro, à instabilidade mental, à finitude e à memória familiar. Sua estreia literária deu-se através das narrativas curtas, gênero que se tornaria uma constante em sua escrita, com destaque para a síntese estética encontrada no projeto 'Contos mínimos', crônicas ficcionais publicadas originalmente em veículos como o Jornal do Brasil e a Folha de S.Paulo antes de chegarem ao formato de livro. No campo da não-ficção, sua abordagem foca no registro de traumas e vivências clínicas da própria família, materializado no texto autobiográfico que retrata a progressão do mal de Alzheimer em sua mãe e nos relatos de saúde de seu cônjuge. Nos romances psicológicos, utiliza a alternância de vozes narrativas para explorar o isolamento e a loucura.

“Registro documental que mescla a narrativa biográfica à reflexão sobre a morte, relatando clinicamente e textualmente os problemas graves de saúde vivenciados pelo marido da escritora.”

“Romance que investiga a instabilidade psicológica através do entrelaçamento e confusão de múltiplas vozes femininas aprisionadas por questões mentais.”