
Nasceu na cidade de Brasília, Distrito Federal, em 1984. Formou-se em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), concluiu mestrado em Estudos Literários (com foco em Estudos Clássicos) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutorado em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (USP), realizando posteriormente pós-doutorado pela Unesp-Araraquara. É professor de Língua e Literatura Latina na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atua tanto no ensino quanto na pesquisa. Reside em Curitiba. Participou da fundação e da edição da revista e blog "escamandro" de 2011 a 2022, voltado a publicações sobre poesia, tradução e crítica. Faz parte do grupo "Pecora Loca", coletivo que explora a performance vocal e musical da tradução de poesias antigas.
A atuação literária de Guilherme Gontijo Flores divide-se entre a tradução de textos históricos e a criação de obras autorais. Na tradução, dedicou-se a recriar os ritmos métricos e estruturas poéticas originais no português para autores como Robert Burton, François Rabelais, Safo, Sexto Propércio, Calímaco e Horácio. Costuma publicar os resultados de suas pesquisas literárias em edições bilíngues que contêm profundo aparato crítico. Em sua produção poética, investiga a experimentação da linguagem, o que pode ser constatado nos títulos agrupados na tetralogia "Todos os nomes que talvez tivéssemos" e na coleção "carvão :: capim". No gênero do romance, estreou com "História de Joia", obra que estrutura uma narrativa sobre as perspectivas fragmentadas que constroem a identidade de uma pessoa no ambiente urbano. Escreve ensaios críticos literários e realizou colaborações em publicações voltadas ao público infantojuvenil ao lado de ilustradores e músicos.

“A narrativa investiga a vida de Joia, uma figura cujos fragmentos identitários são revelados sob a perspectiva das pessoas que convivem no mesmo bairro. A trama serve como um painel da comunidade, com espelhamentos de observadores e observados.”

“Dividido em quatro atos, os poemas exploram as contradições naturais. A obra inicia com 'Petrografia esparsa', que compila episódios de mortes registradas em períodos históricos, seguindo por uma 'História dos animais' que foca em zoopoética.”