
Geovani Martins nasceu em 1991 em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De origem humilde, trabalhou em diversas ocupações informais, como 'homem-placa', atendente de lanchonete e de barraca de praia, enquanto cultivava o hábito da leitura e da escrita de forma autodidata. Foi alfabetizado pela avó e tornou-se um leitor voraz, citando Machado de Assis e Drummond como grandes influências. Sua trajetória literária ganhou força ao participar das oficinas da Festa Literária das Periferias (FLUP) em 2013 e 2015, onde seu talento foi notado pela crítica e pelo mercado editorial. Sua estreia em 2018 com o livro de contos 'O sol na cabeça' foi um sucesso imediato, com os direitos de tradução vendidos para diversos países antes mesmo da publicação brasileira. Morador do Vidigal por anos e atualmente residente próximo à Rocinha, Martins utiliza suas vivências para compor narrativas que confrontam a desigualdade social e a violência policial. Ele é considerado um dos principais expoentes da nova literatura brasileira, unindo a norma culta à oralidade periférica de maneira fluida e potente.
A carreira de Geovani Martins é marcada pela transição entre o trabalho informal e o prestígio literário internacional. Sua escrita se destaca pela habilidade técnica em manipular diferentes registros linguísticos, utilizando gírias e a linguagem coloquial das favelas cariocas em harmonia com a gramática tradicional. Suas obras focam na juventude negra e periférica, abordando temas como racismo, amizade, medo e a resistência cotidiana frente ao aparato estatal. Além de autor de ficção, atua como colunista e roteirista, contribuindo para a renovação das narrativas sobre as comunidades urbanas do Brasil.

“Contos que exploram a vivência da juventude nas favelas cariocas. A linguagem vibrante, o ritmo narrativo e a autenticidade dos personagens causaram impacto imediato na crítica.”

“Romance de estreia. Acompanha a vida de cinco amigos na Rocinha, narrando os impactos da instalação da UPP, a rotina da comunidade e os sonhos da juventude periférica.”