
Geni Daniela Nunez Longhini, conhecida como Geni Núñez, nasceu em 6 de março de 1991 na cidade de Dourados, no estado de Mato Grosso do Sul. De ascendência indígena da etnia Guarani, mudou-se para Santa Catarina, onde cursou o ensino superior. Graduou-se em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mesma instituição pela qual obteve o mestrado em Psicologia Social e o doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas. Posteriormente, ingressou como pesquisadora de pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Paralelamente à sua atuação acadêmica, compõe a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP), integra a Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as (Abipsi) e atua como coassistente da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).
A produção teórica e literária da autora concentra-se na intersecção entre a psicologia, os saberes ancestrais indígenas e a estrutura das relações sociais. Seus textos examinam a descolonização dos afetos, a não monogamia política, o anticolonialismo e a crítica ao cissexismo e ao monossexismo. Seu estilo transita entre o ensaio interdisciplinar, a literatura infantil e a poesia, adotando a escrita como um mecanismo de conscientização sobre a diversidade epistemológica e territorial. O livro 'Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar' (2023) introduziu o debate sobre a exclusividade nos relacionamentos sob a ótica histórica e macropolítica indígena, alcançando a lista de obras mais vendidas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) no ano de 2024. No segmento poético, suas obras recentes questionam as concepções lineares de tempo e propõem reflexões sobre a concomitância e a pluralidade de laços fora das métricas coloniais tradicionais.

“Livro de ensaios que desconstrói noções convencionais de amor romântico e monogamia, analisando os relacionamentos através de um referencial teórico anticolonial.”

“Coletânea de textos e poesias que questionam os modelos rígidos de afeto e sugerem abordagens não binárias e plurais para as dinâmicas existenciais.”