
Gabriel Abreu nasceu no Rio de Janeiro, em 1993. Formou-se em Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pelo Programa de Formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). Ingressou no mestrado em Artes da Cena na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2017 e 2023, integrou a plataforma Brecha, coletivo de pesquisa e criação em artes, pelo qual participou da criação da websérie 'Língua' (2020) e da peça-filme 'Já Não Somos Doces' (2021). Em 2022, participou da Oficina de Criação Literária da PUCRS e da Residência Artística Interdisciplinar ONSITE, em Berlim. No ano de 2024, participou do Programa de Residência Literária de Óbidos, em Portugal.
A trajetória literária de Gabriel Abreu apresenta interseções diretas com as artes visuais. Em 2018, expôs a videoinstalação 'Prefiro Rir' na EAV Parque Lage, obra que serviu como ponto de partida para a criação de seu primeiro romance, 'Triste não é ao certo a palavra', editado pela Companhia das Letras em 2023. O livro adota uma estrutura narrativa construída a partir de fragmentos, como laudos médicos, cartas e anotações de diários, para abordar as temáticas do luto e das dinâmicas familiares. A publicação recebeu o Prêmio IESS para romances latino-americanos, o que proporcionou edições traduzidas na Itália (Edizioni SUR, 2025) e na Espanha (Las Afueras, 2026). Abreu também publicou texto na antologia 'Ninguém nunca sabe' (2022) e contribuiu com um posfácio para a reedição de 2024 de 'Carta ao pai', de Franz Kafka, publicada pela editora Antofágica.

“O personagem G. descobre uma caixa com pertences antigos da mãe, recentemente diagnosticada com demência, contendo um diário, cartas e fotografias .Apartir destes arquivos íntimos e registros fragmentados, o protagonista tenta reestabelecer o contato e compreender a identidade materna e a materialidade da perda.”