
Nascido em Penápolis, interior de São Paulo, em 1984, Fred Di Giacomo Rocha é um autor com uma trajetória multifacetada. Formado em jornalismo pela Unesp-Bauru, ele foi classificado como "polímata" pela revista Vice e pela Universidade do Texas em Austin, devido à sua capacidade de criar trabalhos premiados e reconhecidos internacionalmente em diversas áreas. Sua carreira abrange desde a edição de zines independentes na adolescência até a atuação como roteirista na Rede Globo, colunista do UOL, redator-chefe na Editora Abril e professor de jornalismo. Di Giacomo é doutorando em literatura e cultura na Freie Universität de Berlim e tem uma produção literária notável, com foco em ficções históricas que frequentemente exploram o realismo mágico e a violenta colonização do interior paulista. Ele também é músico, tendo lançado álbuns com a banda Bedibê, e game designer, pioneiro no desenvolvimento de newsgames no Brasil com títulos como "Filosofighters" e "Science Kombat". Sua obra é elogiada por misturar uma vasta leitura com a velocidade fragmentada de sua geração, resultando em narrativas ágeis e envolventes. Além de seus romances, Fred Di Giacomo organizou antologias e colaborou em projetos que destacam a gastronomia das periferias de São Paulo, mostrando seu engajamento com questões sociais. Seus livros receberam reconhecimento em importantes prêmios literários, consolidando-o como uma voz relevante na literatura brasileira contemporânea. Ele participa de festivais e eventos literários internacionais, divulgando sua obra e a literatura brasileira no exterior.
A trajetória de Fred Di Giacomo Rocha começou cedo com a edição de zines independentes na adolescência, revelando seu interesse pela escrita e cultura underground. Sua formação em jornalismo pela Unesp-Bauru o levou a passagens por grandes veículos de comunicação como Editora Abril, Rede Globo e UOL, onde se destacou na criação de newsgames e infográficos com repercussão internacional. Ele foi pioneiro no Brasil no desenvolvimento de jogos baseados em apuração jornalística, como "Filosofighters" e "Science Kombat". Paralelamente à sua carreira jornalística, Fred Di Giacomo desenvolveu trabalhos como músico, tocando em bandas de punk e hardcore, e mais tarde com a Bedibê, lançando dois álbuns. Sua paixão pela literatura o impulsionou a escrever ficção, sendo "Desamparo" (2018) seu romance de estreia, que se tornou finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Ele se consolidou com "Gambé" (2023), semifinalista do Prêmio Oceanos, obras que exploram o realismo mágico e a história do oeste paulista. Sua escrita é marcada pela fusão de pesquisa histórica e jornalística com elementos ficcionais, criando narrativas que abordam as raízes e a violência do Brasil.

“"Desamparo" é o romance de estreia de Fred Di Giacomo, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2019. A obra narra a saga da cabocla Rita Telma em busca de vingança pelo fantasma injustiçado de seu pai, ambientada na violenta colonização do oeste paulista. O livro utiliza o realismo mágico para misturar história e ficção, sendo uma "biografia sangrenta" da cidade natal do autor, Penápolis, e um "épico caipira sobre as raízes do Brasil". É elogiado por sua pesquisa jornalística e por transitar com habilidade entre a narração histórica e o fantástico.”

“"Gambé" é o segundo romance de Fred Di Giacomo, semifinalista do Prêmio Oceanos 2024, lançado pela Companhia das Letras. A história se passa na virada para o século XX e acompanha Gambé, um integrante do então "Batalhão de Caçadores Tobias de Aguiar" (hoje ROTA), enquanto sua corporação aterrorizava os sertões de São Paulo. O livro explora a tensão entre ordem e progresso, os desejos e frustrações dos homens armados e o desafio de Gambé em manter sua integridade em um cenário de violência brutal, sendo descrito como uma "cartografia de um Brasil áspero".”