
Franklin Carvalho nasceu em Araci, no interior da Bahia, em 1968. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-graduado em Direito do Trabalho, ele combinou sua formação acadêmica com uma profunda observação da realidade brasileira para desenvolver sua carreira literária. Sua trajetória é marcada pelo lançamento inicial de livros de contos de forma independente, antes de alcançar reconhecimento nacional com seus romances premiados. Carvalho é um autor que se destaca por sua linguagem lírica e densa, abordando frequentemente o tema da morte e as peculiaridades do sertão baiano. Sua obra transita entre o realismo e elementos do realismo mágico, explorando a cultura, os mitos e as transformações sociais do Nordeste. Além da escrita literária, ele também é jornalista e cronista, contribuindo mensalmente para a revista "Muito" do jornal "A Tarde", de Salvador. Seu trabalho foi reconhecido por importantes prêmios literários, consolidando seu lugar na literatura contemporânea brasileira. Ele participou de eventos literários internacionais, como a Primavera Literária Brasileira e o Salão do Livro em Paris, em 2017, representando a literatura do Brasil.
Franklin Carvalho iniciou sua carreira literária com a publicação independente de livros de contos, "Câmara e cadeia" (2004) e "O encourado" (2009), que já demonstravam sua aptidão para explorar temas profundos e aprimorar sua escrita. O ponto de virada em sua trajetória foi o lançamento do romance "Céus e Terra" (2016), que lhe rendeu o prestigiado Prêmio Sesc de Literatura em 2016 e o Prêmio São Paulo de Literatura em 2017 na categoria Estreantes com mais de 40 anos. Essa obra, resultado de pesquisas sobre a morte para um mestrado em antropologia pela UFBA, estabeleceu seu estilo que flerta com o realismo mágico e investiga a alma do sertão baiano. Desde então, Carvalho tem lançado obras em diferentes gêneros, incluindo mais coletâneas de contos como "A Ordem Interior do Mundo" (2020), que também foi premiada, romances como "Eu, que não amo ninguém" (2021) e "Tesserato: a Tempestade a Caminho" (2023), e crônicas em "Onde Eu Estava com a Minha Cabeça" (2022). Sua escrita é caracterizada por uma linguagem envolvente, poética e acessível, com forte influência da cultura e do folclore nordestino, resgatando elementos como o vampiro nordestino em "O Encourado" e abordando a incerteza religiosa e as superstições em "Eu, que não amo ninguém". Em 2025, está previsto o lançamento da novela "Noite bruta", expandindo ainda mais sua diversidade de gêneros.

“Considerado um marco na carreira do autor, este romance premiado apresenta a história de três mortes que ocorrem em 1974, narradas pela perspectiva de um menino decapitado. Através de uma linguagem rica e poética, Carvalho explora a cultura, as superstições e a vida no sertão baiano, com elementos de realismo mágico, enquanto o fantasma do menino observa a cidade e seus habitantes, tornando-se um mito e um sábio.”

“Este romance se passa no Nordeste dos anos 1960 e tem como protagonista João de Isidoro, que recebe a tarefa de entregar um pó mágico a um fazendeiro. Contudo, ele decide sabotar a missão, entregando um feitiço falso. A trama se desenrola entre fatos imaginados e acontecidos, revelando um Nordeste que equilibra mitos seculares com um vertiginoso processo de modernização. O livro questiona a validade de certas crenças e superstições da região.”