
Flávio Izhaki, nascido no Rio de Janeiro em 1979, é um escritor brasileiro com uma obra que se destaca no cenário literário contemporâneo. Ele iniciou sua carreira literária como contista, participando de importantes antologias como "Prosas Cariocas" (2004), "Primos – histórias da herança árabe e judaica" (2010) e "Wir sind bereit" (2013), esta última lançada em alemão por ocasião da Feira de Frankfurt. Seu primeiro romance, "De cabeça baixa" (2008), o consolidou como uma promessa da nova literatura brasileira. Posteriormente, "Amanhã não tem ninguém" (2013) foi aclamado pela crítica, sendo eleito pelos jornais O Globo e Estado de S. Paulo como um dos melhores romances brasileiros do ano e semifinalista do Prêmio Portugal Telecom em 2014. Sua produção continua a explorar temas profundos em romances como "Tentativas de capturar o ar" (2016), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e "Movimento 78" (2022).
A trajetória literária de Flávio Izhaki é marcada pela exploração de narrativas complexas e fragmentadas, que utilizam uma linguagem direta e coloquial. Sua obra frequentemente mergulha nas relações familiares, abordando temas como a incomunicabilidade, a busca por identidade, o peso da memória e a influência do judaísmo no processo criativo. Críticos notam em seus romances uma habilidade em construir estruturas narrativas elípticas e multifacetadas, que proporcionam uma imersão nos dilemas e emoções dos personagens. Izhaki também demonstra interesse por questões contemporâneas, como a relação complexa e muitas vezes hostil entre tecnologia e seres humanos e as consequências da dependência da inteligência artificial, especialmente em seu romance mais recente, "Movimento 78". Ele é considerado um autor que evidencia singularidade no cenário da literatura brasileira atual.

“O romance é estruturado como a biografia fracassada de um escritor enigmático, Antônio Rascal, que não publicou nada novo em 26 anos. Através do diário do biógrafo, transcrições de entrevistas e textos supostamente inéditos do biografado, a obra investiga as complexidades da identidade, a busca e a fuga, e a linha tênue entre ficção e verdade na vida e obra de um autor, retomando temas como as relações familiares e o desencanto.”

“Em um futuro distópico no final do século XXI, o romance aborda a relação complexa e hostil entre tecnologia e seres humanos. A trama se desenrola em torno de um acalorado debate presidencial entre o candidato humano Seiji Kubo e uma inteligência artificial, Beethoven. O livro explora as heranças familiares de Kubo e como a humanidade chegou a considerar entregar seu futuro a máquinas, esmiuçando as consequências da dependência tecnológica e do uso indiscriminado da inteligência artificial.”