
Nascido em São Paulo, em 4 de março de 1990, Felipe Franco Munhoz é um escritor e tradutor brasileiro com uma trajetória literária marcada pela inovação. Graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná. Em 2010, recebeu uma Bolsa Funarte de Criação Literária que o impulsionou a escrever seu primeiro romance, "Mentiras", inspirado na obra de Philip Roth. Sua carreira ganhou destaque internacional em 2013, quando, a convite da Philip Roth Society, participou das comemorações de 80 anos do escritor estadunidense em Newark, Estados Unidos. Em 2014, co-fundou o site Antessala das Letras, uma plataforma dedicada a publicar autores em início de carreira, com o aval de escritores consagrados. Reconhecido no jornal O Estado de S. Paulo em 2016 como "um dos melhores talentos da nova geração de ficcionistas brasileiros", Munhoz tem participado de diversos eventos culturais de prestígio, como City of Asylum's LitFest, Festival Literário de Macau e Flup, onde, em 2017, apresentou uma leitura de "Identidades 15 minutos" com a atriz Natália Lage. Além de sua produção autoral, Munhoz se destaca como tradutor, com a seleta de poemas de Aleksándr Púchkin, "O Cavaleiro de Bronze e outros poemas", premiada pela ABRALIC. Sua obra é elogiada por sua originalidade e profundidade, conquistando leitores e críticos como Caetano Veloso, que destacou a singularidade de "Identidades" na literatura brasileira contemporânea.
A trajetória literária de Felipe Franco Munhoz é definida por uma constante experimentação e pela fusão de gêneros. Seus textos frequentemente diluem as fronteiras entre narrativa ficcional, poesia e texto dramático, criando uma linguagem literária única e desafiadora. Tom Stoppard o descreveu como "um experimentalista no melhor sentido, um verdadeiro modernista", ressaltando que seus textos "empurram os limites" da escrita. Desde seu romance de estreia, "Mentiras", que dialoga com Philip Roth, até obras mais recentes como "Dissoluções" e "A bússola adúltera", Munhoz explora temas contemporâneos como o futuro, o amor e a condição humana, utilizando estruturas não lineares e rica visualidade textual. Sua escrita é caracterizada por um virtuosismo singular, como evidenciado nos sonetos de "A bússola adúltera", que podem ser lidos em diversas direções. Sua imersão em residências artísticas internacionais, como a Santa Maddalena Foundation na Itália, MacDowell nos EUA e o International Writing Program da Universidade de Iowa, reflete seu compromisso com a pesquisa e o aprimoramento de sua voz literária, que busca diálogos com outras linguagens artísticas, da performance à música.

“Este romance de estreia de Felipe Franco Munhoz, escrito após ser contemplado com a Bolsa Funarte de Criação Literária em 2010, é profundamente influenciado e dialoga com a obra do renomado autor americano Philip Roth. A publicação marcou o início de sua carreira, revelando uma voz literária promissora e um interesse em explorar as complexidades da ficção por meio de referências e intertextualidades.”

“Considerado um de seus trabalhos mais significativos, 'Identidades' é uma reinvenção contemporânea e ambientada em São Paulo do mito fáustico. A obra recebeu amplo reconhecimento crítico, incluindo elogios de Caetano Veloso, que afirmou nunca ter encontrado algo similar na literatura jovem brasileira, destacando seu lugar único no cenário literário nacional. Em 2017, uma adaptação de 15 minutos foi apresentada na Festa Literária das Periferias (Flup).”