
Nascido no Rio de Janeiro em 1977, Felipe Charbel é uma figura proeminente no cenário literário e acadêmico brasileiro. Ele é formado em História pela UERJ, com mestrado e doutorado em História Social da Cultura pela PUC-Rio. Atualmente, atua como professor de Teoria da História na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também é membro do Laboratório de Estudos sobre Ficção e História (LEFH). Sua trajetória acadêmica inclui períodos como pesquisador visitante na New York University (2013-2014) e na Universidad Nacional de Rosario (2022), consolidando sua expertise em história da historiografia e história literária. Além de sua carreira acadêmica, Charbel é um prolífico ensaísta, com publicações em renomadas revistas como Piauí, Serrote, Quatro Cinco Um, Suplemento Pernambuco e Peixe-elétrico. Ele também colaborou como crítico literário para veículos como O Globo, Folha de S. Paulo e Rascunho, demonstrando sua versatilidade e profundo conhecimento da literatura contemporânea. Sua obra ficcional tem sido elogiada pela originalidade e pela forma como transita entre gêneros, misturando romance, ensaio e diário, e abordando temas como a memória e as lacunas da história pessoal.
A trajetória literária de Felipe Charbel se caracteriza pela fusão de sua formação como historiador e sua paixão pela literatura, resultando em uma escrita que desafia categorizações genéricas. Seus romances, como "Janelas Irreais" e "Saia da frente do meu sol", são marcados pela autoficção, pela biografia especulativa e pela experimentação formal, incorporando elementos de ensaio e fotografia. Charbel explora a memória pessoal e familiar, a releitura de obras literárias e a maneira como a literatura pode desvendar ou preencher lacunas do passado. Como crítico e ensaísta, ele demonstra um olhar aguçado sobre a literatura contemporânea, com foco em ficção histórica e ensaio autobiográfico, analisando autores como Philip Roth, W. G. Sebald, J. M. Coetzee e Roberto Bolaño. Sua atuação como organizador de coletâneas como "As formas do romance" e "Experimento aberto" também reflete seu interesse na historicidade da literatura e nas invenções do ensaio e da crítica. O estilo de Charbel é reconhecido por sua fluidez e por convidar o leitor a uma investigação sobre as formas da narrativa e a relação entre vida e literatura.

“Neste romance com "pegada de ensaio com pegada de diário de leituras", o narrador revisita obras decisivas para sua formação de leitor, refletindo sobre como essas releituras revelam quem ele foi e influenciam suas relações interpessoais. A obra explora a complexidade da memória e a relação íntima entre a vida do leitor e os livros que o marcaram.”

“Definido como um romance fotográfico e uma biografia especulativa, este livro propõe uma investigação sobre a vida de um tio soturno, abordando temas como a homossexualidade na sociedade brasileira entre as décadas de 1970 e 1990, e a capacidade de conhecer e escrever sobre a vida de alguém.”