
Nascida em Minas Gerais em 1980, Fabiane Vertemati do Amaral Secches possui uma formação acadêmica diversificada, com graduação em Direito pela USP, formação em Psicanálise pelo Centro de Estudos Psicanalíticos, mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, onde atualmente é doutoranda. Sua trajetória profissional abrange a escrita para veículos renomados como Folha de S. Paulo, O Globo, e as revistas Cult e Quatro Cinco Um, além de atuar como editora e tradutora literária. Secches tem sido uma voz influente na cena literária brasileira, participando como jurada em importantes premiações como o Prêmio Oceanos, Prêmio Jabuti e Prêmio Biblioteca Nacional. Sua pesquisa e crítica se concentram na intersecção entre literatura e psicanálise, explorando temas como a condição feminina e a representação de questões contemporâneas em obras literárias e audiovisuais. Seu trabalho tem sido reconhecido, com seus livros figurando em listas de 'Melhores do Ano'.
A carreira de Fabiane Secches é marcada por uma profunda imersão na crítica literária e na pesquisa acadêmica, com foco em literatura contemporânea e psicanálise. Ela iniciou sua jornada publicando ensaios, artigos e resenhas críticas em diversos periódicos e revistas culturais, consolidando-se como uma analista perspicaz. Seu primeiro livro, 'Elena Ferrante: Uma longa experiência de ausência' (2020), um desdobramento de sua pesquisa de mestrado, estabeleceu sua expertise na análise psicanalítica da obra da autora italiana. Além de sua autoria individual, Fabiane se destaca como organizadora de antologias, como 'Depois do fim: Conversas sobre literatura e antropoceno' (2022) e 'O dia escuro' (2024), demonstrando sua capacidade de curadoria e sua relevância na promoção de debates sobre temas urgentes e a diversidade de vozes na literatura brasileira, especialmente femininas. Seu estilo é caracterizado pela profundidade analítica, clareza e a habilidade de conectar a literatura a discussões culturais e psicológicas mais amplas.

“Nesta obra, Fabiane Secches mergulha na complexidade da escrita de Elena Ferrante, analisando os mecanismos internos de sua tetralogia napolitana e o fenômeno literário mundial que a cerca. O livro, fruto de seu mestrado, explora a ambivalência e a 'desmarginação' propostas pela autora italiana, conectando-as a conceitos psicanalíticos e à crítica literária contemporânea. Foi eleito um dos melhores livros do ano por importantes publicações.”

“Ilhas suspensas narra a história de Mariana, que, diante de constantes perdas, enfrenta um quadro depressivo que encontra alívio na literatura e na companhia de seu cachorro. A obra aborda a maternidade em suas diversas formas e a adaptação a um novo país e idioma.”