
Emílio Fraia nasceu em São Paulo, em 1982, e é uma figura proeminente na literatura contemporânea brasileira, atuando como escritor, editor e jornalista. Sua trajetória profissional é diversificada, com passagens como redator-chefe e editor de literatura da revista Trip, editor de artes visuais da revista Bravo!, e colaborador da prestigiada revista Piauí. Além disso, ele foi o editor da revista literária Givago, um importante veículo para a divulgação de novos autores entre os anos de 1999 e 2005. Entre 2009 e 2013, desempenhou o papel de editor de literatura da Cosac Naify, onde foi responsável pela publicação de obras de autores internacionais de renome. Atualmente, Emílio Fraia é editor da Companhia das Letras. Sua produção ficcional transcendeu fronteiras, com publicações em revistas internacionais como The New Yorker e One Grand, e a inclusão de suas histórias em coletâneas estrangeiras. Fraia foi agraciado com a Civitella Ranieri Writing Fellowship, um programa de residência para escritores na Itália, e selecionado para o The Shanghai Writing Program, da Associação de Escritores de Xangai. Sua atuação jornalística inclui contribuições para importantes veículos como a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
A carreira literária de Emílio Fraia é caracterizada por uma profunda investigação sobre a natureza da narrativa e a subjetividade humana. Sua estreia se deu em 2008 com o romance "O Verão do Chibo", escrito em coautoria com Vanessa Barbara. As temáticas recorrentes em suas obras incluem a elaboração de traumas, a reconstrução da vida após eventos transformadores e as múltiplas formas como as histórias são contadas e ressignificadas pelos indivíduos. Em "Sebastopol", por exemplo, Fraia explora a melancolia, um humor trágico e a fluidez entre o que de fato aconteceu e o que é narrado, apresentando personagens que enfrentam o invisível e a complexidade de expressar seus mundos internos. A crítica literária destaca sua excelência como narrador, elogiando a prosa sóbria e o uso de frases curtas que conferem fluidez à leitura. Sua escrita é reconhecida por abordar com doses iguais de suspense, humor, doçura e medo as jornadas de seus personagens, criando narrativas de estranhamento em que o centro parece nunca se revelar, convidando o leitor a reconstruir, desmontar e inventar a própria história.

“Uma graphic novel criada em colaboração com o artista DW Ribatski, onde dois irmãos, separados pelo tempo e pelo espaço, se reencontram em uma cidade estrangeira. A trama explora a jornada de Lúcio, o irmão mais novo, que tenta compreender o que Mirko, o mais velho, busca ao tentar refazer uma viagem da infância em busca de uma formação rochosa conhecida como 'Gigantes', mesclando lembranças e a incapacidade de recordar.”

“Esta coletânea de três contos (ou novelas) apresenta histórias aparentemente independentes, mas sutilmente interligadas por temas de trauma, memória e a subjetividade das narrativas pessoais. Os contos 'Dezembro', 'Maio' e 'Agosto' exploram a melancolia, o humor trágico e a forma como os personagens lidam com o invisível e com a difícil tarefa de comunicar seus mundos interiores, subvertendo a estrutura clássica da ficção.”