
Nascido em Belém, Pará, em 1954, Edyr Augusto Proença iniciou sua trajetória profissional no final dos anos 1970 como dramaturgo. Ao longo de sua carreira, atuou como jornalista, radialista, redator publicitário e autor de jingles, habilidades que influenciaram profundamente seu estilo literário. Sua obra abrange poesia, contos, crônicas e, notavelmente, romances. O autor ganhou projeção internacional significativa, especialmente na França, após a tradução de seu romance 'Os Éguas' para 'Belém' em 2013, que lhe rendeu o prestigiado Prix Caméléon em 2015. As narrativas de Edyr Augusto são intrinsecamente ligadas à realidade paraense, utilizando a cidade de Belém não apenas como cenário, mas como um personagem vivo, permeado pela violência, decadência e complexidade social da Amazônia urbana.
A trajetória literária de Edyr Augusto é marcada por um estilo implacável e mordaz, focado em temas de violência urbana, corrupção e a vida de personagens marginalizados em Belém do Pará. Sua prosa é conhecida por frases curtas, um ritmo frenético e uma linguagem coloquial que captura a oralidade local. Suas obras são frequentemente categorizadas como 'thrillers regionalistas' ou 'literatura brutalista', destacando-se por sua capacidade de chocar e provocar reflexão sobre as urgências do presente. O autor explora o submundo da metrópole, compondo retratos incômodos do Brasil contemporâneo, onde crimes, policiais corruptos, e a luta por sobrevivência se entrelaçam em narrativas viscerais e envolventes.

“Considerado o romance que abriu uma nova perspectiva na literatura sobre a Amazônia, 'Os Éguas' é um thriller regionalista que mergulha no submundo de Belém do Pará, explorando a violência, o sexo, as drogas e a corrupção policial. O delegado Gil, um protagonista alcoólatra, investiga um caso que o leva a um retrato cru e sem condescendência da metrópole amazônica, desvendando suas camadas mais decadentes e corruptas.”

“Um romance noir vertiginoso que se desenrola em torno do tráfico de mulheres. A trama central envolve o rapto de uma adolescente em Belém do Pará, que é vendida como escrava sexual em Caiena, na Guiana Francesa. Paralelamente, um imigrante angolano busca vingança no Marajó. As histórias desses personagens se entrelaçam em uma jornada alucinatória de violência, sexo, roubo, garimpo e assassinatos. 'Pssica' é uma palavra da gíria local que significa 'azar' ou 'maldição'.”