
Édier William Medeiros da Silva nasceu em Porto Velho, Rondônia. Possui graduação em Letras e formação como Técnico em Audiovisual, tendo estudado na Universidade Federal de Rondônia. Ao longo de sua carreira profissional, também atuou como professor de Língua Portuguesa no sistema de ensino público. Estabeleceu-se como produtor cultural na região Norte, assumindo a coordenação e idealização de eventos locais, como o Madeira Festival de Teatro e o Cine RO – Festival de Cinema de Rondônia. Desempenhou a função de produtor executivo no projeto Amazônia Encena na Rua. Desde a década de 2020, atua de forma constante na aprovação de projetos culturais via leis de incentivo (Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo), publicando livros de forma independente e produzindo animações e filmes curtos que participam do circuito de festivais de cinema.
A produção artística de Édier William divide-se entre o audiovisual e a literatura. Na escrita, o autor aborda temáticas voltadas para minorias, questões sociais, a comunidade LGBTQIAPN+ e a identidade afro-amazônica. Estreou na literatura de forma independente com os livros de poesia "Esgoto" e "Poemas Virais" em 2020. No ano seguinte, publicou obras em prosa, incluindo "Cama de Casal", que retrata os desafios de crescer e assumir a sexualidade em um ambiente familiar violento, e "Nove Minutos", um romance que insere questionamentos sobre a criação literária em um enredo de fantasia. Publicou também "Horizonte: a ascensão do Reino", um título que mescla elementos históricos da realeza brasileira com magia. Em 2026, lançou o e-book "Contos de Quase Amores", composto por narrativas sobre relações interpessoais interrompidas, ambientado na Amazônia urbana e florestal. No campo do cinema, Édier roteirizou e dirigiu produções como o curta de animação "Planeta Fome" (2025), o qual aborda um futuro distópico focado na miséria, desigualdade social e no colapso ecológico, alcançando seleções em dezenas de festivais ao redor do mundo.

“No enredo, Laico, um estudante de Letras ateu e inconformado com a vida, recebe a tarefa de elaborar uma obra modernista. Durante o processo, ele encontra a Deusa Criadora do Universo, que o recruta para uma reforma cósmica. Laico ganha a habilidade de extrair a essência das pessoas, inserindo-as em uma obra viva chamada O Cubo, questionando até que ponto a arte exige o sacrifício humano.”

“Um conjunto de histórias que investiga a experiência da frustração e incompletude amorosa. Trazendo como pano de fundo as cidades, espiritualidades e espaços florestais da Amazônia, a narrativa destaca a perspectiva da população negra e reflete sobre os vínculos falhos na dinâmica urbana do norte do Brasil.”