
Nascida em 1º de agosto de 1980, em Santos, São Paulo, Djamila Ribeiro teve uma infância profundamente influenciada pelo ativismo de seu pai, um estivador e militante do movimento negro e um dos fundadores do Partido Comunista na Baixada Santista, que lhe incutiu desde cedo o interesse por questões de justiça social. Sua mãe a introduziu ao Candomblé aos oito anos de idade. Ela é graduada em Filosofia (2012) e mestre em Filosofia Política (2015) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sua trajetória acadêmica e profissional foi marcada pelo engajamento social, tendo iniciado sua militância aos 19 anos na Casa de Cultura da Mulher Negra. Djamila Ribeiro também atuou como secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo em 2016. Atualmente, Djamila é colunista da Folha de S. Paulo e da Elle Brasil, além de ser professora convidada em diversas instituições renomadas, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a New York University (NYU) e, desde 2025, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) no programa Dr. Martin Luther King Jr. É também a idealizadora e coordenadora da Coleção Feminismos Plurais e do Selo Sueli Carneiro, que publicam obras de autoras e autores negros, democratizando o acesso ao conhecimento.
A carreira de Djamila Ribeiro é definida por sua dedicação ao feminismo negro, à interseccionalidade e à desconstrução do racismo estrutural. Através de sua escrita e ativismo, ela populariza conceitos complexos como 'lugar de fala', tornando-os acessíveis a um público amplo. Sua obra busca não apenas denunciar as desigualdades, mas também propor caminhos para uma transformação social, amplificando vozes historicamente silenciadas, especialmente as de mulheres negras. Ela é reconhecida por sua capacidade de combinar rigor acadêmico com uma linguagem didática e engajada, utilizando plataformas digitais e editoriais para promover o debate sobre raça, gênero e classe. Suas iniciativas editoriais, como o Selo Sueli Carneiro e a Coleção Feminismos Plurais, são fundamentais para o fortalecimento da produção intelectual negra no Brasil.

“Neste manual conciso, Djamila Ribeiro oferece 11 capítulos que abordam a complexidade do racismo no Brasil, explorando temas como a atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. A autora argumenta que o racismo é um sistema de opressão estrutural e não apenas atos individuais, e propõe caminhos de reflexão e ações cotidianas para uma prática antirracista, enfatizando que esta é uma luta de todas e todos.”

“Neste livro de caráter profundamente pessoal, Djamila Ribeiro escreve uma série de cartas para sua falecida avó, Antônia. Através destas correspondências, a autora revisita sua infância e adolescência, compartilhando experiências de racismo e machismo. A obra é uma homenagem à ancestralidade negra e uma reflexão sobre a importância da memória e da resiliência das mulheres negras para a construção de um futuro mais justo, abordando também temas como maternidade e relacionamentos.”