
Diogo Marins Pimentel Locci formou-se em Jornalismo e concluiu especialização em Literatura Contemporânea pela Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Radicado na capital paulista, atua profissionalmente como assessor de imprensa no setor cultural, prestando serviços para projetos de teatro, dança, exposições, música e programação de espaços artísticos. Integrou equipes de agências de comunicação especializadas em cultura, como Canal Aberto e Pevi 56. No campo literário, iniciou sua trajetória publicando contos em antologias e coletâneas. Em 2017, teve um projeto contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo, o que viabilizou a escrita de seu primeiro livro de contos e a realização de contrapartidas socioculturais, como o 'Sarau Cruel' na Biblioteca Municipal de Mogi das Cruzes. Estreou como autor solo com publicação literária em 2021.
A produção literária de Diogo Locci concentra-se na investigação estrutural do abuso de poder e do autoritarismo no cotidiano. Suas histórias examinam dinâmicas opressivas em diferentes instâncias, incluindo as esferas familiar, afetiva, trabalhista e política. O autor trabalha com temas como a exploração de classes, as práticas do neoliberalismo, a mercantilização das relações interpessoais e o impacto de tecnologias supérfluas no comportamento humano. Estilisticamente, Locci utiliza ferramentas do absurdo, do realismo mágico e do nonsense para compor enredos que transitam pelo terror social. Os contos do autor frequentemente recorrem a alegorias — como corpos de formas irreais e animais com características humanas — para materializar situações de opressão social. Entre as referências formais que compõem sua base criativa constam obras de autores como Samantha Schweblin, Herman Melville e Veronica Stigger.

“Livro de estreia do autor. A obra utiliza o terror social e o realismo mágico para investigar o neoliberalismo, as desigualdades de classe e o afeto tratado como moeda de troca, apresentando histórias que elevam situações de abuso cotidiano ao patamar do absurdo.”