
Nascido em São Paulo em 1988, Diogo Bercito é uma voz relevante na literatura e no jornalismo contemporâneo brasileiro. Sua formação acadêmica inclui jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e letras pela Universidade de São Paulo, o que o dotou de uma perspectiva ampla e aprofundada. Bercito dedicou parte de sua vida ao estudo da língua árabe, vivendo no Marrocos, e aprofundou seus conhecimentos com mestrados em estudos árabes pela Universidade Autônoma de Madri e pela Universidade Georgetown, onde atualmente cursa doutorado na mesma área. Como correspondente internacional da Folha de S. Paulo, Diogo Bercito residiu em Jerusalém e Madri, experiências que moldaram sua visão sobre questões globais e o Oriente Médio. Sua carreira jornalística teve início em 2007 como repórter da Folha. Além de suas reportagens, Bercito também contribuiu com quadrinhos para o jornal e editou "O Incrível Mensalão" (2012), com ilustrações de Angeli, demonstrando sua versatilidade e engajamento com diferentes formas de narrativa e crítica social. Ele é um autor que transita entre a ficção e a não-ficção, sempre com uma escrita que busca aprofundar a compreensão sobre a cultura e a história dos povos.
A trajetória de Diogo Bercito é marcada pela fusão entre o jornalismo investigativo e a criação literária. Sua experiência como correspondente internacional o capacitou a abordar temas complexos com sensibilidade e rigor, especialmente aqueles relacionados à imigração e à cultura árabe. Na literatura, ele se destaca pela autoria de graphic novels, como "Remy" (2013) e "Rasga-Mortalhas" (2016), cujo roteiro foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2017, consolidando seu reconhecimento no cenário literário. Bercito também se dedica à não-ficção, com obras como "Brimos: Imigração sírio-libanesa no Brasil e seu caminho até a política" (2021) e "Brimos à mesa: histórias da culinária árabe no Brasil" (2022), onde explora as conexões históricas e culturais entre o Brasil e o mundo árabe-libanês. Seu romance de estreia, "Vou sumir quando a vela se apagar" (2022), e o futuro lançamento "A solidão das aranhas" (2026), revelam sua habilidade em criar narrativas ficcionais profundas, com foco em temas como amor, perda e autodescoberta. Sua obra demonstra um estilo que combina pesquisa aprofundada, sensibilidade cultural e uma prosa envolvente.

“O romance de estreia de Diogo Bercito é uma envolvente história de amor e autodescoberta, ambientada entre a Síria e a vibrante São Paulo do início dos anos 1930. A trama acompanha Yacub, um jovem sírio que, após uma tragédia em seu vilarejo de origem, decide emigrar para o Brasil. Em meio às dificuldades de lidar com seus desejos e o peso do passado, Yacub se depara com a busca por sua própria identidade em uma nova terra, onde a perspectiva do distanciamento e a presença de um lendário jinni se entrelaçam com a realidade de uma São Paulo em transformação, palco de encontros e desencontros.”

“Este romance explora temas de luto, amor e autodescoberta através do reencontro de Gabriel com sua cidade natal e um misterioso andarilho.”