
Dia Bárbara Nobre, nascida em Juazeiro do Norte, Ceará, em 1984, é uma proeminente escritora e historiadora brasileira. Com doutorado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sua tese "Incêndios da Alma: a beata Maria de Araújo e a experiência mística no Brasil do Oitocentos" recebeu o prestigiado Prêmio Capes de Teses em 2015, além de menção honrosa e outros dois prêmios nacionais. Uma versão adaptada desta tese foi publicada como livro em 2024, pela Editora Planeta. Atualmente, Dia Nobre atua como professora universitária em Petrolina, Pernambuco, onde desenvolve projetos que interligam literatura, história e feminismo. Ela iniciou sua jornada na escrita ainda na infância, criando pequenas histórias e romances, e na adolescência publicou literatura de cordel e poesias em coletâneas. A escrita, para ela, é um processo terapêutico e um meio de se situar no mundo.
A trajetória literária de Dia Nobre é marcada por uma profunda pesquisa histórica e uma sensibilidade para as questões femininas e sociais. Sua obra acadêmica, como "O teatro de Deus" e "Incêndios da Alma", demonstra um rigor investigativo que se estende para suas publicações literárias. Em seus livros de ficção, como "Todos os meus humores" (poemas), "No útero não existe gravidade" (contos) e o romance "Boca do mundo", ela explora as complexidades da mente feminina, os traumas do abandono, a violência e a influência da religião em uma sociedade machista. A autora utiliza suas raízes sertanejas e a diversidade de suas experiências para construir narrativas que abraçam multidões, abordando temas difíceis e tecendo as relações que unem as mulheres. Seu estilo mescla histórias reais e ficção, fazendo do sertão um território simbólico de fé, ferida e renascimento.

“Uma coletânea de contos de ficção híbrida que aborda o tema do abandono materno e seus reflexos na vida de uma mulher. O livro discute a relação entre mães e filhas e a pressão social sobre a mulher em relação à maternidade, explorando os dilemas e os efeitos na saúde mental da personagem.”

“Primeiro romance da autora, que entrelaça mito e realidade para criar Urânia, um povoado fictício no Nordeste do Brasil. Neste local, as dores e os silêncios femininos se transformam em força e voz, sob a proteção do espírito de uma jovem assassinada, servindo como refúgio para mulheres em situação de abuso e violência.”