
Débora Laís Ferraz dos Santos nasceu em Serra Talhada, Pernambuco, em 1987. Em 2001, mudou-se para João Pessoa, onde concluiu sua graduação em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba em 2009. Sua formação acadêmica inclui também um mestrado em Narrativas Audiovisuais pela UFPB e um doutorado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Ela fez sua estreia literária com o livro de contos "Os Anjos" em 2003, aos dezesseis anos, embora tenha posteriormente expressado um desejo de recolher os primeiros textos por considerá-los imaturos.
A trajetória literária de Débora Ferraz é marcada por uma evolução notável desde sua estreia. Sua prosa é descrita como densa e surpreendente, com personagens reais e vivos que tocam o leitor pela carga de verdade que carregam. Ela transita entre a delicadeza e o abismo, criando narrativas que exploram a violência cotidiana e os conflitos sociais. A autora vê o conto como uma forma literária "extremamente arquitetônica", que exige argúcia, clareza e coragem, qualidades que ela demonstra em obras como "Ogivas". Sua afinidade com o romance, no entanto, também se reflete na preocupação com a unidade temática de seus contos. Débora Ferraz é considerada uma das vozes mais importantes da nova literatura brasileira, com obras traduzidas para o alemão e o inglês.

“Romance vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2014 e do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, a obra acompanha Érica, uma artista plástica em busca de seu pai fugitivo. A narrativa não linear explora memórias, sonhos e a dor da perda, focando no 'instante modificador' que altera drasticamente a vida de alguém e a transição incerta para a vida adulta.”

“Neste romance, Débora Ferraz explora os ecos de uma tragédia ocorrida em 2000, no interior da Paraíba, onde duas irmãs adolescentes morrem afogadas. Vinte anos depois, Tito Limeira, um repórter investigativo, revisita o caso em busca de respostas, desvendando os sentimentos indomáveis e os impulsos violentos da adolescência, e embaralhando os papéis de vítimas e algozes.”