
Nascido em Salvador, Bahia, em 1986, Davi Boaventura é uma voz contemporânea na literatura brasileira. Sua formação acadêmica inclui um doutorado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e uma graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Essa base educacional sólida contribuiu para sua abordagem inovadora e reflexiva da escrita. Além de sua carreira como escritor, Boaventura é também um tradutor proficiente, com doze livros de ficção e um de psicanálise traduzidos, somando mais de duas mil páginas. Ele também atua como fotógrafo e consultor literário, demonstrando uma paixão multifacetada pelas artes e pela palavra. Sua participação ativa em eventos literários de destaque, como a Viagem Literária de São Paulo, a Feira do Livro de Porto Alegre e a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), ressalta seu engajamento com o cenário cultural e literário do Brasil.
A trajetória literária de Davi Boaventura é marcada por um estilo que desafia as convenções narrativas. Seu romance "Mônica vai jantar", por exemplo, é notável por ser escrito em fluxo de consciência e sem pontuação, uma escolha estilística que busca imergir o leitor diretamente nos pensamentos e dilemas da protagonista. Essa experimentação com a forma e a linguagem o posiciona como um autor que explora novas fronteiras na ficção contemporânea brasileira. Seus trabalhos abordam temas complexos e profundos, explorando a psique humana, relações interpessoais e questões sociais, muitas vezes com uma perspectiva introspectiva e provocadora. A recepção crítica de suas obras, especialmente com "Mônica vai jantar" sendo finalista de três importantes prêmios literários, solidifica sua posição como um autor promissor e relevante na nova literatura brasileira.

“Na noite de um evento importante da empresa, Mônica descobre que seu marido foi flagrado se masturbando em um ônibus. Em choque e sem conseguir sair de casa, o livro mergulha em seus pensamentos, medos e sentimentos ambivalentes, explorando em fluxo de consciência e sem pontuação as complexidades de sua mente diante de uma ação brutal da pessoa em quem mais confia. A obra foi finalista de importantes prêmios literários, como o Prêmio São Paulo de Literatura, o Prêmio AGES e o Prêmio Minuano de Literatura.”

“Em 17 de abril de 2016, um domingo de sol, dia perfeito para um churrasco e para uma votação de impeachment, um jovem advogado vai a uma festa e se vê em um show de horrores, tanto dentro quanto fora da televisão. A situação se torna ainda mais desoladora com a chegada de uma mensagem de seu pai, confrontando-o com uma sequência de perdas e a difícil questão de como escapar do persistente sentimento de derrota.”